A Universidade Federal de Lavras (UFLA) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) celebram um ano de parceria em julho, voltada para a modernização da defesa agropecuária em Minas Gerais. O projeto visa desenvolver um sistema inteligente de gestão agropecuária, utilizando tecnologias como georreferenciamento, ciência de dados e inteligência artificial para aprimorar a defesa sanitária animal, vegetal e agroindustrial no estado.
Com um investimento de R$25 milhões, incluindo a contrapartida da UFLA, a iniciativa já apresenta resultados concretos. Entre as entregas estão painéis inteligentes para emergências sanitárias, que foram utilizados no controle do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), e painéis gerenciais que oferecem uma visão estratégica em tempo real das atividades de fiscalização e trânsito animal.
De acordo com a professora Ana Paula Melchiori, responsável pela condução técnica do projeto, “em apenas um ano, os resultados demonstram a capacidade de a Universidade responder com soluções concretas às demandas da sociedade. O sistema já está otimizando o tempo de resposta a emergências, apoiando decisões estratégicas e promovendo maior segurança no controle sanitário”.
Desenvolvimento e Inovações
O sistema, denominado GeoSidagro, está sendo desenvolvido no Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas (Icet) da UFLA, sob a coordenação do professor Joaquim Quinteiro Uchoa. A plataforma, que substituirá o atual Sidagro, é construída em módulos focados na integração de dados, rastreabilidade e automação de processos, beneficiando servidores do IMA, produtores e transportadores.
A parceria prevê o lançamento de novas funcionalidades, como um aplicativo para emergências sanitárias, que será testado no Simulado de Foco de Febre Aftosa em setembro, em Montes Claros. O sistema permitirá atuação off-line e facilitará o mapeamento de zonas de foco e a divisão de equipes.
Outras ferramentas em desenvolvimento incluem um assistente de fiscalização com inteligência artificial, análise automatizada de Guias de Trânsito Animal (GTAs), validação de rotas com câmeras de OCR e a incorporação de blockchain para rastreabilidade de animais. O projeto tem duração prevista de três anos e busca estimular a formação de pesquisadores e a cultura de inovação no setor agropecuário.
No último sábado (5/7), uma reunião foi realizada na UFLA com a equipe do projeto para discutir aspectos técnicos e atualizar cronogramas. Confira neste link a entrevista com a diretora do IMA, Luiza Moreira Arantes de Castro, concedida à Rádio 98 News.
