Uma réplica da bandeira dos Inconfidentes foi hasteada na tarde desta quarta-feira (16/7) no pátio do Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, marcando a celebração do Dia de Minas. O evento contou com a execução dos hinos do Brasil e de Minas Gerais pela Banda da Polícia Militar. A programação cultural se estendeu por outros locais, como a Praça da Estação, o Museu Mineiro e a Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais.
De acordo com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, a subsecretária Patrícia Moreira destacou a importância da data para o povo mineiro, mencionando o recente reconhecimento do Vale do Peruaçu como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco. “Viva a Minas Gerais, a nós mineiros e a nosso orgulho da mineiridade”, afirmou.
Bandeira dos Inconfidentes
A bandeira dos Inconfidentes, inicialmente verde, simbolizava esperança e justiça, conceitos iluministas. Posteriormente, o vermelho foi incorporado, representando o ideal revolucionário da Inconfidência Mineira. Em 1963, uma lei formalizou essa cor. “Essa dualidade cromática do verde e do vermelho nos revela que, mais do que uma cor, a bandeira de Minas carrega o ideal que permanece: a liberdade”, ressaltou Lucas Amorim, coordenador executivo do Circuito Liberdade.
Dia de Minas
O Dia de Minas foi instituído em 1969 para reforçar a tradição política e cultural do estado, lembrando a fundação de Mariana em 1696. A Banda da Polícia Militar de Minas Gerais homenageou a trajetória de Tiradentes, resgatando a Inconfidência Mineira, movimento que buscava a emancipação de Minas Gerais do governo português.
Arte e história
O Circuito Liberdade e o Arquivo Público Mineiro realizaram uma exposição no Palácio da Liberdade, refletindo sobre a identidade mineira. Entre os destaques, o Termo de Criação da Vila de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo, datado de 1711, e o original da lei que criou o Dia de Minas em 1979. A Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais promoveu a ação “A Biblioteca e a Cidade” na Praça da Estação, com distribuição de livros e materiais do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.
Na sede da Biblioteca, houve uma roda de leitura infantojuvenil dedicada às obras de Marcelo Xavier, conduzida por Luiza Xavier, e o Sarau Minas de Poesias. No Museu Mineiro, visitas mediadas à exposição “Minas das Artes, Histórias Gerais” apresentaram objetos históricos e pinturas monumentais, como “Cena de Garimpo”, de Di Cavalcanti, e “Guerra dos Emboabas”, de Carybé, além de obras de arte sacra dos séculos XVIII e XIX.
