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Ministério da Saúde inaugura maior biofábrica de Wolbachia do mundo

O Ministério da Saúde inaugurou, em Curitiba (PR), a maior biofábrica de Wolbachia do mundo, destinada a produzir mosquitos infectados com a bactéria que bloqueia a transmissão de vírus como dengue, Zika e chikungunya. A iniciativa visa beneficiar cerca de 140 milhões de brasileiros nos próximos anos. A tecnologia, que já foi testada em várias cidades do Brasil, coloca o país na vanguarda do controle de arboviroses.

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De acordo com o Ministério da Saúde, a nova fábrica é fruto de uma parceria entre a Fiocruz, a Wolbito do Brasil, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP), com um investimento superior a R$ 82 milhões. A produção na nova unidade alcançará 100 milhões de ovos por semana, ampliando significativamente o alcance da tecnologia.

O método consiste na liberação de mosquitos infectados com Wolbachia, que, ao se reproduzirem com mosquitos selvagens, geram uma nova geração com menor capacidade de transmitir doenças. Com o tempo, a proporção de mosquitos infectados aumenta, dispensando novas liberações. A tecnologia já é adotada em 14 países e, no Brasil, está em uso há mais de dez anos.

Expansão e Resultados

Desde 2023, o Ministério da Saúde ampliou o uso da Wolbachia em áreas prioritárias, apresentando resultados positivos. Em Niterói (RJ), por exemplo, os casos de dengue caíram 69% nos bairros cobertos pela tecnologia. Além dos benefícios para a saúde pública, o método oferece um bom custo-benefício: para cada R$ 1 investido, o país economiza até R$ 500 em medicamentos e tratamentos.

Atualmente, a tecnologia foi expandida para 16 cidades prioritárias, incluindo Rio de Janeiro, Niterói, Belo Horizonte, Londrina, Natal e Brasília, com apoio da Fiocruz. O Ministério da Saúde também adota estratégias baseadas em evidências científicas para reduzir óbitos por arboviroses, organizadas em seis eixos, incluindo prevenção e controle vetorial.

O Brasil foi pioneiro na oferta da vacina contra a dengue pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com mais de 16 milhões de doses adquiridas. Para fortalecer a capacidade produtiva nacional, está prevista a produção da vacina pelo Instituto Butantan em 2025, com capacidade anual de 60 milhões de doses, ampliando a faixa etária da vacinação.

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