Educadores da Rede Municipal de Belo Horizonte participaram do Encontro Centralizado Presencial do Núcleo de Estudos das Relações Étnico-Raciais (Nerer), focado em práticas pedagógicas antirracistas. O evento promoveu uma imersão em histórias e tradições afro-brasileiras, com o objetivo de consolidar a Lei nº 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas.
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, o encontro foi realizado em parceria com a Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Municipal de Cultura e reuniu educadores, mestres de saberes tradicionais como samba, reinado e capoeira, além de pesquisadores da temática étnico-racial. A Secretaria Municipal de Educação, por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e da Diretoria de Políticas Afirmativas, busca ampliar a inserção de saberes afrodiaspóricos no currículo escolar.
O evento abordou temas como patrimônio cultural e imaterial, estratégias de aprendizagem antirracistas e valorização dos saberes populares. A iniciativa também celebrou os 20 anos do Nerer, destacando seu papel na formação de uma educação inclusiva e plural.
Intercâmbio de Experiências
O encontro contou com a participação de representantes do educativo do Museu de Artes e Ofícios, onde ocorreram trocas de experiências sobre o Circuito da Capoeira e apresentações de mestres do Reinado e do samba. O evento destacou o potencial dos saberes tradicionais como elementos curriculares e pedagógicos.
Alan Pires, coordenador do Patrimônio Material da Diretoria de Patrimônio Cultural, ressaltou a importância da parceria entre as secretarias de Cultura e Educação. “Divulgar o patrimônio cultural de Belo Horizonte, especialmente o vinculado à cultura afro-brasileira, é essencial. A parceria com a Secretaria de Educação é fundamental para levar esse conteúdo às comunidades escolares de forma crítica e acessível”, afirmou.
O encontro, dividido em turmas nos turnos da manhã e tarde, reafirmou a escola como espaço de memória coletiva e resistência. “Trata-se de uma educação que valoriza diferentes perspectivas de conhecimento, reconhecendo-as como fundamentais para potencializar as aprendizagens escolares”, concluiu Andréia Martins, referência da Educação nas Políticas Afirmativas.
