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Haddad anunciará medidas de proteção ao emprego em breve

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o Governo Federal está preparando medidas para proteger empregos e auxiliar empresas dos setores industrial e agrícola. As ações devem ser divulgadas em breve, conforme declarou em entrevista na sede do Ministério da Fazenda nesta quinta-feira (31). O plano de contingência já estava desenhado e está sendo ajustado após o anúncio do tarifaço pelos Estados Unidos.

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De acordo com informações da Agência Brasil, Haddad explicou que o plano será “calibrado” à luz do decreto emitido pelos EUA, visando uma implementação rápida. As medidas visam proteger a indústria, os empregos e o setor agropecuário. “Os atos estão sendo preparados pela Fazenda e vão para a Casa Civil”, afirmou o ministro.

Haddad destacou que o governo pretende tratar todos os setores afetados pelo tarifaço de forma equilibrada, analisando o impacto em cada segmento. “Estamos analisando pelo efeito em cada segmento, não pelo tamanho. A cada um segundo a sua necessidade”, disse.

Negociações com os EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Haddad foram cautelosos em relação ao fato de o tarifaço ter poupado cerca de 700 produtos brasileiros. Haddad afirmou que o decreto não é o fim do conflito, mas sim um ponto de partida para novas negociações. “Vamos recorrer dessas decisões no sentido de sensibilizar o governo dos Estados Unidos”, declarou, ressaltando a importância da integração econômica entre a América do Sul e o mercado norte-americano.

Haddad também mencionou que o trabalho dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços já está mostrando resultados. “Nos últimos dias havia maior sensibilidade [dos Estados Unidos]”, avaliou. Ele acredita que as negociações se aprofundarão e que os resultados podem ser melhores.

O ministro destacou que a próxima etapa de negociação deve ser “mais sóbria, menos apaixonada”, incluindo discussões sobre o funcionamento do Poder Judiciário brasileiro. Haddad lembrou que o Brasil é signatário de convenções da ONU sobre direitos humanos e que questões relacionadas devem ser debatidas em instâncias multilaterais.

Uma das razões apresentadas por Trump para o tarifaço é sua discordância com o processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente Lula e ministros têm reafirmado a independência do Judiciário brasileiro como um pilar da democracia e da soberania nacional.

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