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Ministro defende política de Estado para combate à fome

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, destacou a importância de transformar o combate à fome em uma política de Estado, durante entrevista ao programa A Voz do Brasil nesta segunda-feira (4). O Brasil, pela segunda vez, saiu do Mapa da Fome, ao atingir menos de 2,5% da população em risco de subnutrição ou falta de acesso à alimentação suficiente.

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De acordo com informações da Voz do Brasil, as políticas públicas voltadas à segurança alimentar e à promoção da agricultura familiar foram fundamentais para esse resultado. Paulo Teixeira ressaltou que, embora os esforços do Governo Federal tenham sido essenciais, o trabalho ainda não está concluído. “Tem que deixar de ser uma política de governo e passar a ser uma política de Estado, para que nenhum outro governo retroaja no objetivo de alimentar o seu povo”, afirmou o ministro.

Histórico e desafios

Esta é a segunda vez que o Brasil sai do Mapa da Fome. A primeira ocorreu em 2014, após 11 anos de políticas consistentes. No entanto, a partir de 2016, o desmonte de programas sociais fez o país retroceder, retornando ao Mapa da Fome no triênio 2018/2019/2020. “Nós conseguimos, em 2014, por obra dos governos do presidente Lula e Dilma Rousseff, sair do Mapa da Fome. Isso tinha sido um sucesso, mas voltamos”, pontuou Teixeira.

O ministro destacou que, em dois anos e meio de governo do presidente Lula, o Brasil conseguiu novamente sair do Mapa da Fome. Ele enfatizou a necessidade de transformar essas políticas em permanentes, para evitar retrocessos futuros.

Contribuição da agricultura familiar

A agricultura familiar desempenhou um papel crucial no combate à fome, com políticas de incentivo à produção de alimentos. O Plano Safra, por exemplo, destinou R$ 89 bilhões para a agricultura familiar, com juros subsidiados para a produção de alimentos. “Quando o juros está hoje 15%, o Pronaf para a produção de alimentos é de 3%”, explicou Teixeira.

Além disso, programas de compras públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), receberam investimentos significativos, ampliando a produção de alimentos baratos e de qualidade. “O presidente Lula botou um R$ 1,5 bilhão a mais no Pnae e na nossa pasta já empregamos R$ 2,5 bilhões no PAA”, afirmou o ministro.

Para mais detalhes, assista à entrevista.

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