O Brasil deve sair do Mapa da Fome em 2024, com um índice de insegurança alimentar de 1,7%, conforme anunciado pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) considera que países com menos de 2,5% de sua população em insegurança alimentar grave ou subnutrição estão fora do Mapa da Fome.
De acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento Social, a meta do governo de retirar o Brasil do Mapa da Fome foi alcançada antes do esperado. Em 2022, o país tinha 33 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave. O ministro Dias destacou que a integração de políticas públicas foi crucial para atingir o patamar de 2,4% em 2024, com uma redução ainda maior para 1,7%.
O ministro ressaltou que, apesar dos avanços, ainda existem pessoas em situação de vulnerabilidade extrema. “Ainda temos pessoas que vivem com dificuldades. A boa notícia é que até junho, já trouxemos cerca de 700 mil para o CadÚnico. Ainda faltam 1,67 milhão”, afirmou Dias. Ele mencionou que a população residual enfrenta desafios como doenças graves e isolamento geográfico.
Plano Brasil Sem Fome
Desde 2023, o governo retomou diversas iniciativas sob o Plano Brasil Sem Fome, que integra 80 ações de diferentes ministérios. O plano inclui a qualificação do Cadastro Único e a implementação de programas sociais como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC). “Tirar da fome não é tarefa simples, garantir que a gente possa ter um cadastro eficiente, ir a cada pessoa e avaliar a vulnerabilidade”, explicou Dias.
O governo também prepara uma nova etapa do Plano Brasil Sem Fome, focada em inclusão produtiva e empreendedorismo, com o objetivo de garantir que o país não volte ao Mapa da Fome. “Estamos preparando com o presidente uma nova etapa do Brasil Sem Fome. O objetivo é o Brasil nunca mais voltar ao Mapa da Fome”, afirmou o ministro.
Além de combater a fome, o Ministério do Desenvolvimento Social trabalha para erradicar a pobreza, valorizando o salário mínimo e promovendo o crescimento econômico. Em julho, cerca de 1 milhão de famílias deixaram o Bolsa Família após aumentarem sua renda. “Quando vai para o emprego, para o pequeno negócio, para a produção agrícola, faz uma inclusão econômica”, destacou Dias.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, em 2024, 1,7 milhão de vagas com carteira assinada foram preenchidas por pessoas inscritas no CadÚnico, e 75,5% eram beneficiárias do Bolsa Família. O programa de transferência de renda, retomado em 2023, inclui a Regra de Proteção, que garante o recebimento de 50% do benefício mesmo com aumento de renda.
Para aumentar a qualificação profissional, o programa Acredita no Primeiro Passo oferece cursos e vagas de trabalho em parceria com o setor público e privado. “Quando a gente lançou o Acredita, fizemos uma pesquisa junto com o Sebrae. E ali, no Cadastro Único, encontramos 19 milhões de empreendedores informais”, comentou Dias.
O impacto das ações vai além dos números internacionais. A extrema pobreza caiu de 9% para 4%, e a pobreza geral passou de 36,7% para cerca de 20%. “É disso que se trata. Pessoas que não tinham certeza do café, do almoço ou da janta agora têm”, afirmou o ministro.
O programa Bom Dia, Ministro, onde essas informações foram discutidas, é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
