O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) está avaliando a tecnologia chinesa para alertas antecipados de desastres. Em visita ao Centro Nacional de Redução de Desastres da China, a missão oficial do MIDR conheceu o sistema integrado que monitora, previne e responde a desastres no país asiático. Esta visita faz parte de um acordo bilateral entre Brasil e China para fortalecer a gestão de riscos.
De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o memorando de entendimentos entre os dois países prevê o intercâmbio de conhecimentos para melhorar os sistemas de gestão de riscos e emergências, reduzir perdas causadas por catástrofes e promover o desenvolvimento de infraestrutura resiliente. O Ministro Waldez Góes destacou o interesse em conhecer o uso de satélites e ferramentas digitais pela China para monitoramento e análise de desastres.
Cooperação e Tecnologia
O Centro Nacional de Redução de Desastres da China coordena 12 comissões que atuam em áreas como monitoramento, alerta antecipado e uso de tecnologia espacial. O diretor Shi Fena explicou que o centro fornece suporte tecnológico para a redução e prevenção de desastres. Entre 2020 e 2023, a China realizou um levantamento integrado de riscos de desastres naturais, estabelecendo um banco de dados e um mapa de riscos.
O país opera um centro de monitoramento que produz cerca de 300 relatórios anuais e utiliza satélites para mapear incêndios florestais e enchentes. Em situações de desastre, a China mobiliza recursos de satélites para gerar um mapeamento inicial da área afetada em até sete horas. Além disso, um sistema conjunto de drones, com cerca de 220 empresas parceiras, permite uma resposta rápida em todo o país.
O diretor do centro chinês se colocou à disposição para fornecer apoio técnico ao Brasil, especialmente no uso de drones e tecnologia espacial. O secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, destacou que a legislação brasileira de Defesa Civil é recente e que o modelo de gestão de riscos no Brasil apresenta semelhanças com o chinês, abrangendo ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e reconstrução pós-desastre.
O Brasil enfrenta desafios semelhantes aos da China devido à sua dimensão continental, com 5.570 municípios, dos quais cerca de 1.500 estavam em situação de emergência ou calamidade pública no dia do encontro.
Para mais informações, acesse: MIDR conhece tecnologia chinesa para alerta antecipado de desastres.
