A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG) começará a divulgar, a partir desta quinta-feira (14/8), a cotação do carvão vegetal produzido a partir de florestas plantadas de eucalipto no estado. Esta iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF-MG) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).
De acordo com a superintendente de Fomento Florestal da Seapa, Taiana Guimarães Arriel, o objetivo é fornecer uma série histórica dos preços do carvão vegetal para auxiliar na tomada de decisões e negociações do setor, que é composto em mais de 60% por pequenos e médios produtores rurais. Os dados são coletados diretamente das fontes onde as notas fiscais são emitidas, processados pela Seapa e verificados pelas unidades regionais da Emater-MG.
A cotação será publicada mensalmente nas redes sociais e no site da Seapa. As mesorregiões selecionadas para a divulgação são aquelas com maior atividade florestal produtiva e de produção de carvão vegetal: Central, Jequitinhonha, Metropolitana de Belo Horizonte, Norte de Minas, Centro-Oeste, Zona da Mata e Noroeste.
Preços e Regulação
Os valores médios divulgados estão sujeitos a melhorias com cada atualização e diálogo com os setores envolvidos. Taiana Arriel destaca que a comercialização pode ocorrer a preços diferentes no mercado, e a Seapa não se responsabiliza por direcionamento de valores. Segundo o Decreto Estadual nº 49.013/2025, Minas Gerais atua de forma subsidiária na regulação de atividades econômicas, respeitando a livre iniciativa e a liberdade econômica.
Conforme dados do primeiro semestre de 2025, janeiro apresentou a maior média mensal de preços do carvão vegetal, com R$ 375,00 por metro cúbico (m³). Em maio, a média caiu para R$ 360/m³, influenciada pela relação entre oferta e demanda, incertezas no setor siderúrgico e especulações de exportação de produtos metalúrgicos.
O menor preço registrado foi na Zona da Mata, em torno de R$ 300/m³, enquanto o maior foi na região Metropolitana de Belo Horizonte e no Centro-Oeste mineiro, com valores próximos de R$ 400/m³. Esta última região é conhecida como o cinturão siderúrgico do estado, com alta concentração de empresas do setor.
Há uma ampla variação de preços entre as mesorregiões mineiras, sem uma tendência ou correlação clara que influencie a flutuação dos valores ao longo dos meses. A variação no preço do carvão vegetal resulta de múltiplos fatores, como os valores pagos pelas siderúrgicas e as demandas específicas do mercado.
