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Barragem da Vale em Ouro Preto ainda apresenta riscos

Seis anos após ser classificada em nível máximo de emergência, a Barragem Forquilha III, da mineradora Vale, localizada em Ouro Preto, teve sua classificação de risco de rompimento reduzida. De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), o nível de emergência foi reclassificado de 3 para 2. Apesar da mudança, a Zona de Autossalvamento (ZAS) continua desocupada, pois a área seria imediatamente atingida em caso de colapso.

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que seguirá acompanhando as obras de descaracterização da barragem, cobrando o cumprimento das normas técnicas e ambientais. O objetivo é garantir que a estrutura seja eliminada com segurança e transparência, minimizando riscos à vida e ao meio ambiente.

Detalhes da Barragem Forquilha III

Com a reclassificação, estudos sobre a estabilidade da barragem poderão ser aprofundados. No entanto, as obras de descaracterização continuarão a ser realizadas com equipamentos operados remotamente, e o acesso à estrutura permanecerá restrito, seguindo protocolos rigorosos de segurança.

A barragem acumula cerca de 19 milhões de metros cúbicos de rejeitos, volume superior ao da estrutura da Vale que se rompeu em Brumadinho, que armazenava aproximadamente 12 milhões de metros cúbicos. A tragédia de Brumadinho, ocorrida em 25 de janeiro de 2019, resultou em 270 mortes.

Integrando o complexo Mina de Fábrica, a barragem está sob auditoria técnica independente, que emite relatórios periódicos sobre a evolução das obras. O cronograma atual prevê a finalização dos trabalhos em 2035. Até lá, a área da ZAS permanecerá desocupada, e o procedimento de remoção dos rejeitos e revegetação seguirá sendo monitorado pelas autoridades.

Para mais informações, acesse a matéria completa no O Tempo.

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