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Guardas de congado e de reinado de Minas Gerais recebem certificados de patrimônio cultural do Brasil

Guardas de reinado e de congado de Belo Horizonte e do interior de Minas Gerais receberam, neste domingo (24/8), o certificado de registro que reconhece os Saberes do Rosário: Reinados, Congados e Congadas como patrimônio cultural do Brasil. A cerimônia ocorreu durante a Virada Cultural de Belo Horizonte.

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De acordo com informações do O Tempo, o reconhecimento foi formalizado com a entrega do documento a reis, rainhas e capitães de reinados e congados de Minas Gerais. A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, o diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI) do Iphan, Deyvesson Gusmão, e a secretária Municipal de Cultura de BH, Eliane Parreiras, participaram da cerimônia, além de outros representantes políticos.

Em entrevista, a ministra Macaé, que também é congadeira, destacou a importância do reconhecimento. “Os Saberes do Rosário estão em todos os municípios mineiros. É uma experiência de fé, mas também de ancestralidade. (…) As nossas guardas de reinado e de congado expressam a resistência da população negra e periférica junto com uma tradição muitas vezes levadas por grupos de famílias que de congregam para manter de pé essa experiência de resistência. A gente se sente reconfortado de saber que essa tradição agora está imortalizada nos livros do patrimônio do Brasil”, afirmou.

Reconhecimento e Compromisso

Deyvesson Gusmão, representante do Iphan, ressaltou a emoção pelo reconhecimento dos grupos como patrimônio cultural. “Quando a gente fala de congado, estamos falando de luta anti-racismo e de resistência negra. Este reconhecimento busca dar visibilidade aos grupos congado e aos reinados que existem em Minas, São Paulo e Goiás”, declarou.

A secretária de Cultura de BH, Eliane Parreiras, destacou o compromisso do município com a preservação dos saberes desses grupos. “Neste ano ainda a gente termina um inventário dos reinados e congados aqui de BH para que a gente possa reconhecer como patrimônio cultural municipal e, a partir disso, criar o que é mais importante: que são as políticas de salvaguarda. Porque é muito mais que um título, é um compromisso público de criar políticas culturais de fomento e valorização”, ressaltou.

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