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Método Wolbachia é adotado para reduzir dengue no Brasil

O método Wolbachia, adotado pelo Ministério da Saúde, visa reduzir a transmissão de doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela no Brasil. A técnica consiste em introduzir a bactéria Wolbachia no mosquito Aedes aegypti, impedindo que os vírus dessas doenças se desenvolvam dentro do inseto, diminuindo assim sua capacidade de transmissão.

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De acordo com o Ministério da Saúde, ao serem liberados no ambiente, os mosquitos com Wolbachia se reproduzem com mosquitos selvagens, gerando uma nova geração com menor capacidade de transmitir arboviroses. Com o tempo, a população de mosquitos com a bactéria aumenta, substituindo a linhagem original.

Os mosquitos Aedes aegypti com a bactéria são chamados de Wolbitos. Eles não são transgênicos e a Wolbachia não transmite doenças para humanos e outros mamíferos. O método é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e já foi adotado em 14 países.

Expansão da Produção de Wolbachia

Em parceria com a Fiocruz, Wolbito Brasil, Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP), o Ministério da Saúde inaugurou a maior biofábrica de Wolbachia do mundo. A nova instalação permitirá a produção de 100 milhões de ovos por semana, ampliando o alcance de 5 milhões para 140 milhões de pessoas, abrangendo cerca de 40 municípios com alta incidência de casos.

O método já está presente no Brasil há mais de dez anos. Niterói, no Rio de Janeiro, foi a primeira cidade a implementá-lo, registrando uma redução de 88,8% nos casos de dengue. Ainda neste ano, Natal (RN), Uberlândia (MG) e Presidente Prudente (SP) devem adotar a tecnologia.

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