O Governo de Minas Gerais recebeu, nesta terça-feira (2/9), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, o título da Unesco que reconhece os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A entrega do documento foi realizada durante uma reunião entre o governador Romeu Zema e a diretora da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto.
De acordo com informações da Agência Minas, o reconhecimento, que ocorreu em dezembro do ano passado, marca a inclusão do primeiro produto da cultura alimentar brasileira na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco. Este título é a sexta honraria concedida pela Unesco a Minas Gerais, que possui o maior número de bens reconhecidos como Patrimônio Mundial pela instituição no Brasil.
O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, ressaltou o valor cultural e histórico do modo de se fazer queijo em Minas Gerais, destacando que a técnica desenvolvida ao longo de mais de 300 anos retrata a essência do povo mineiro. “Queijo é símbolo de mineiridade, simboliza a trajetória dos mineiros no seu território de ocupação, e representa sobre maneira a identidade e as culturas dos nossos territórios”, afirmou.
Processo de reconhecimento
A entrega do título é resultado de um trabalho iniciado em setembro de 2022, quando a candidatura foi lançada durante o 4º Festival do Queijo Artesanal Mineiro. Desde então, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), tem promovido o Queijo Minas Artesanal em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Ministério da Cultura (MinC), associações de produtores e entidades como o Sebrae Minas e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).
Em 4 de dezembro de 2024, durante a 19ª sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial realizada em Assunção, no Paraguai, a Unesco anunciou a decisão de tornar o produto mineiro Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, destacou que “esse reconhecimento, sem dúvida, coroa um trabalho que é feito desde 2022 dentro do sistema de agricultura do Estado em apoio ao produtor em relação à segurança alimentar, à pesquisa agropecuária e à assistência técnica do campo”.
