Em agosto de 2025, as condições meteorológicas no Brasil apresentaram variações significativas entre as regiões, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). As regiões Norte, Nordeste e Sul registraram os maiores volumes de precipitação, enquanto o Centro-Oeste e o Sudeste tiveram baixos índices de chuva.
Na Região Norte, os maiores acumulados de chuva foram observados na porção setentrional, especialmente no centro-sul de Roraima e nordeste do Pará, com volumes superiores a 200 mm. Este padrão foi influenciado por instabilidades convectivas locais e pela umidade vinda do Atlântico Norte. Em Manacapuru (AM), o acumulado foi de 161,4 mm, 215% acima da média histórica. Em contraste, áreas como o sul do Pará e o sudoeste do Amazonas registraram menos de 40 mm.
Na Região Nordeste, os maiores volumes de chuva ocorreram no litoral leste, com destaque para Alagoas e Pernambuco, onde os acumulados ultrapassaram 150 mm. Arcoverde (PE) registrou 104,4 mm, 127% acima da média histórica. No interior nordestino, predominou o tempo seco, com acumulados abaixo de 40 mm. Vitória da Conquista (BA) teve apenas 1,9 mm, 90% abaixo da média.
Precipitação nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste
No Centro-Oeste, os menores acumulados foram em Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, com menos de 10 mm. Catalão (GO) registrou 0,3 mm, 96,5% abaixo da média histórica. No Mato Grosso do Sul, os volumes foram predominantemente inferiores a 40 mm.
No Sudeste, a maioria das áreas de Minas Gerais e São Paulo teve menos de 20 mm de chuva. Valparaíso (SP) registrou 0,4 mm, 99% abaixo da média histórica. Em algumas áreas do extremo sul de São Paulo e litoral do Espírito Santo, os acumulados superaram 50 mm.
Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 70 mm, com os maiores acumulados no extremo sul do Paraná e em partes de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Santa Maria (RS) teve um volume 81,2% acima da média histórica, enquanto o extremo norte de Santa Catarina registrou menos de 40 mm.
Para mais detalhes, confira a nota técnica completa no site do INMET.
