Minas Gerais, reconhecida como o berço da cachaça de alambique, celebra o Dia Nacional da Cachaça com uma série de eventos ao longo de setembro. O estado, que abriga mais de 600 cachaçarias registradas, promove o Circuito Mineiro da Cachaça Legal, organizado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O objetivo é conscientizar sobre a importância do registro oficial da bebida.
De acordo com o Governo de Minas, o circuito abrange 19 das 21 coordenadorias regionais do IMA, com atividades como palestras, visitas técnicas, cursos e distribuição de materiais educativos. Técnicos do IMA orientam sobre boas práticas de produção e a importância do registro, alertando para os riscos do consumo de cachaça sem inspeção oficial.
As cidades participantes incluem Belo Horizonte, Uberlândia, Montes Claros, Juiz de Fora, entre outras. Em 2024, a primeira edição do circuito alcançou mais de sete milhões de pessoas, promovendo 80 ações em parceria com instituições regionais. “A cachaça é um patrimônio de Minas, mas para manter esse reconhecimento precisamos garantir que ela chegue ao consumidor com qualidade, segurança e procedência”, afirma Tatiana Pinheiro, fiscal assistente agropecuária do IMA.
Valorização do produto
Desde 2019, o IMA intensificou a fiscalização da cachaça, aumentando o número de estabelecimentos registrados de 183 para 251 em um ano. Embora a fiscalização direta tenha sido encerrada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 2023, o projeto “O Legal Merece um Brinde” continua a promover a regularização e valorização da bebida.
Em 2025, o governador Romeu Zema sancionou a Lei Estadual nº 25.424, que regula a inspeção de produtos de origem vegetal em Minas Gerais. A nova legislação visa agilizar a análise de processos de estabelecimentos aguardando vistoria, utilizando a capilaridade do IMA em todo o estado.
