Um projeto nacional coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) visa mapear cavernas brasileiras com vestígios humanos de até 12 mil anos. A iniciativa faz parte do Plano de Ação Nacional para Conservação do Patrimônio Espeleológico Brasileiro (PAN Cavernas do Brasil) e busca identificar cavidades naturais subterrâneas com atributos históricos, culturais e religiosos, além de promover o uso sustentável desses ambientes.
De acordo com informações do ICMBio, o projeto está em fase piloto e os dados estão sendo sistematizados. Há indicações preliminares de cavernas em Goiás que apresentam registros rupestres e sepultamentos humanos datados de aproximadamente 12 mil anos. O projeto é desenvolvido em parceria com o Centro Nacional de Arqueologia (CNA/Iphan) e prevê a criação de um Grupo de Trabalho (GT) com representantes das cinco regiões do país.
Metodologia e Produtos do Projeto
O mapeamento inicial será realizado a partir de informações e bancos de dados já existentes, cruzando dados sobre sítios arqueológicos e cavidades naturais. Posteriormente, um estudo de caso-piloto será conduzido em uma região ainda a ser definida, para avaliar os métodos, protocolos e diretrizes estabelecidos pelo GT. A iniciativa também prevê a elaboração de um manual de boas práticas para orientar o uso responsável das cavernas por turistas, guias, prefeituras e comunidades, além de um fluxograma para aprimorar a ação pública entre Iphan e ICMBio na avaliação do atributo histórico-cultural.
O PAN Cavernas do Brasil inclui 43 ações distribuídas em quatro grandes objetivos, como prevenir, reduzir e mitigar os impactos e danos causados por atividades humanas nas cavernas e nos seres vivos que delas dependem, ao longo de cinco anos. O plano também busca proteger 169 espécies ameaçadas de extinção. Para mais informações sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados, acesse o link.
