O Ministério da Saúde anunciou que a produção nacional da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) será iniciada em novembro, com distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo de transferência de tecnologia foi assinado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em parceria com o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer. As primeiras 1,8 milhão de doses estarão disponíveis até o final do ano.
De acordo com o Ministério da Saúde, a distribuição da vacina começará na segunda quinzena de novembro, visando proteger gestantes e bebês. A vacina será aplicada em gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, com uma única dose. O VSR é responsável por 80% dos casos de bronquiolite e 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos. A imunização tem potencial para prevenir cerca de 28 mil internações anuais e beneficiará aproximadamente 2 milhões de bebês nascidos vivos.
Produção Nacional de Medicamentos
Além da vacina, o Brasil também iniciará a produção do natalizumabe, medicamento usado no tratamento da esclerose múltipla, por meio de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Sandoz. Essa iniciativa visa fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e reduzir a dependência externa do país.
O natalizumabe é indicado para pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente de alta atividade. Com a nova PDP, o Ministério da Saúde busca ampliar a concorrência e fortalecer a política de acesso universal ao tratamento. A esclerose múltipla afeta cerca de 40 mil brasileiros e é caracterizada pela desmielinização da bainha de mielina, comprometendo o sistema nervoso central.
Durante a cerimônia de assinatura, realizada em Brasília, também foram empossados o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle, e novos diretores da agência. O evento destacou a importância das parcerias para o desenvolvimento produtivo e a incorporação de inovações tecnológicas no país.
Fortalecimento da Indústria Nacional
Desde 2023, o Governo Federal tem trabalhado para fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com o objetivo de que, em até dez anos, 70% das necessidades do SUS em medicamentos, equipamentos e vacinas sejam atendidas por produção nacional. Estima-se um investimento de R$ 57,4 bilhões, envolvendo tanto o setor público quanto o privado.
Essas medidas visam reduzir a vulnerabilidade do Brasil na oferta de insumos, evidenciada durante a pandemia de Covid-19, e garantir a soberania do SUS no acesso a medicamentos e tratamentos. A expectativa é que as parcerias de inovação e transferência tecnológica contribuam significativamente para o desenvolvimento do setor.
Para mais informações, acesse o site do Ministério da Saúde.
