A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) anunciou a implementação de cotas para pessoas trans e travestis nos cursos de graduação a distância. A decisão foi aprovada durante a 6ª Reunião do Conselho Universitário de 2025, realizada em 11 de setembro. Esta medida visa promover a inclusão de grupos historicamente marginalizados no ensino superior.
De acordo com informações da UEMG, a iniciativa ocorre em um contexto de mobilização nacional sobre o tema. Recentemente, a Reitoria da universidade recebeu uma moção do 68º Conselho Nacional do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), que defende ações afirmativas específicas para pessoas trans em instituições de ensino superior.
O documento destaca que pessoas trans e travestis enfrentam barreiras significativas no sistema educacional, resultando em altos índices de evasão escolar e baixo acesso ao ensino superior. Segundo levantamento da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), cerca de 90% das travestis e mulheres trans no Brasil recorrem ao trabalho sexual como principal fonte de renda devido à marginalização social.
Expansão das Políticas de Inclusão
Durante a reunião, a Reitora da UEMG, professora Lavínia Rosa Rodrigues, apresentou a moção do ANDES e ressaltou o compromisso da universidade em desenvolver políticas que atendam a essa demanda. Ela mencionou a possibilidade de ampliar a reserva de vagas também para os cursos de graduação presenciais no futuro.
Os detalhes sobre a distribuição das vagas, bem como os critérios para concorrer a elas, serão divulgados no edital do Vestibular EaD 2026 da UEMG. A universidade busca, assim, oferecer oportunidades educacionais mais equitativas para pessoas trans e travestis, promovendo a diversidade e a inclusão no ambiente acadêmico.
Para mais informações, acesse o site oficial da UEMG: UEMG.
