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Caatinga contribui no combate às mudanças climáticas

A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, desempenha um papel crucial no combate às mudanças climáticas, conforme destacado por especialistas durante a COP Nordeste, realizada em Fortaleza (CE). O evento, que ocorre juntamente com a 3ª Conferência Internacional sobre Clima e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID2025), visa fortalecer a posição do Nordeste nas negociações climáticas globais e preparar para a COP30, que acontecerá em Belém (PA) em novembro.

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De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Caatinga foi responsável por cerca de 50% do sequestro líquido de carbono do Brasil em 2022, compensando uma parte significativa das emissões nacionais de gases de efeito estufa. Este dado foi publicado na revista Science of the Total Environment, em um estudo que reafirma a importância do bioma para o equilíbrio climático do país.

O bioma, que ocupa cerca de 11% do território nacional, é a maior floresta seca do mundo e possui uma biodiversidade única, com espécies endêmicas que se adaptaram ao clima semiárido. Mesmo em anos de estiagem severa, a Caatinga continua a capturar carbono de forma eficiente, com taxas de sequestro que podem chegar a 7 toneladas de CO² por hectare/ano em áreas mais úmidas.

Importância do Solo e Resiliência

Segundo o pesquisador Aldrin Pérez, do Instituto Nacional do Semiárido, 72% do carbono da Caatinga é armazenado no solo, totalizando cerca de 125 toneladas por hectare. Isso transforma o bioma em um importante sumidouro de carbono e um “cofre natural” de longo prazo. Pérez destaca que a resiliência da Caatinga, que renasce com a chuva, é fundamental para seu papel no equilíbrio climático.

O Semiárido brasileiro, frequentemente associado a desafios, revela-se um território de inovação e esperança. Proteger e restaurar a Caatinga é visto como um compromisso histórico com o futuro, dada sua capacidade de armazenar 12 milhões de toneladas de carbono e capturar quase 3 milhões por ano.

O evento COP Nordeste busca reafirmar a importância do bioma e das vocações produtivas, culturais, energéticas e ecológicas da região, preparando o terreno para discussões mais amplas na COP30. A Caatinga, com sua força e resiliência, é uma peça-chave na luta contra as mudanças climáticas.

Para mais informações, acesse o site do MCTI.

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