O Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) possibilitou a participação de pequenos empreendedores em sete eventos realizados em diversas cidades até setembro deste ano. Segundo a Secretaria de Estado de Comunicação Social, o instituto investiu R$ 290 mil na aquisição de espaços em feiras, exposições e festivais do agronegócio, onde 70 expositores ocuparam estandes individuais.
Os eventos mais recentes ocorreram neste mês: a 30ª Feira Nacional da Indústria, Comércio e Serviços (Fenics), em Montes Claros, e o Festival do Queijo Cabacinha, em Pedra Azul. Até o final do ano, o instituto planeja participar de mais duas feiras.
A participação dos expositores é gratuita e abrange artesãos individuais, agricultores familiares, empreendedores rurais, microempresas, microempreendedores individuais (MEIs), cooperativas e agroindústrias familiares. O público tem a oportunidade de conhecer a gastronomia mineira e uma variedade de peças de artesanato feitas com diferentes materiais.
Impacto Econômico
Henrique Oliveira Carvalho, diretor-geral do Idene, destaca que os pequenos negócios são responsáveis por quase 80% dos empregos em Minas Gerais. No ano passado, esse segmento criou 110.783 empregos no estado, o segundo melhor desempenho do Brasil, atrás apenas de São Paulo, conforme o painel Mercado de Trabalho do Sebrae Minas, baseado no Novo Caged.
Carvalho afirma que muitos pequenos negócios não têm condições financeiras para participar de exposições e feiras, que são estratégicas para seu crescimento. “Viabilizar a presença deles nestes eventos é uma forma de fomentar o seu crescimento, pois a divulgação atrai novos clientes e, consequentemente, mais faturamento. E esse movimento impulsiona o desenvolvimento regional”, diz ele.
Rubnei Santos Gomes, da Rubi Queijaria, participou da Fenics e relatou sucesso nas vendas de queijos artesanais, geleias e conservas. “Faltaram produtos por conta da demanda, que sempre foi muito boa”, afirma.
Tiago Ferreira, que participou do Festival do Queijo Cabacinha em Pedra Azul, também teve uma experiência positiva. Ele vendeu praticamente todo o estoque de queijos, manteiga e doces. Ferreira elogiou a organização dos estandes e a infraestrutura do evento. “Mas o que o pessoal mais gosta são aqueles recheados com alho e goiabada”, comenta.
