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A Assembleia Legislativa de Minas Gerais discute a criação de uma CPI para investigar denúncias de corrupção envolvendo licenciamentos ambientais para mineradoras. A oposição busca assinaturas para instalar a comissão, enquanto a base do governo Romeu Zema (Novo) prioriza a votação do pacote de pagamento de dívidas estaduais.
De acordo com informações do O Tempo, a Operação Rejeito, da Polícia Federal, resultou em 22 prisões, incluindo membros do alto escalão dos governos estadual e federal. Entre os detidos estão o diretor da Agência Nacional de Mineração, Caio Mário Trivellato Seabra Filho, e o ex-presidente da Feam, Rodrigo Gonçalves Faria.
A oposição já coletou 16 assinaturas para a CPI, mas precisa de 26 para formalizar o pedido. Um dos defensores da iniciativa afirmou que o assunto é prioritário e que os responsáveis devem ser punidos.
Parlamentares da base governista argumentam que uma CPI paralisaria os trabalhos da Assembleia. A expectativa é que o bloco de Zema, com cerca de 45 deputados, consiga os 56 votos necessários para barrar a proposta.
Decisão depende do presidente da ALMG
O presidente da Assembleia, Tadeu Leite (MDB), terá papel decisivo na instalação da CPI. O regimento da Casa prevê que a palavra final sobre o assunto cabe a ele. Até o momento, Leite não se manifestou sobre o tema.
Nesta terça-feira (23/9), líderes partidários se reúnem com Tadeu Leite para definir a pauta da semana. A base governista defende a priorização do “Pacote Propag”, que inclui a PEC da Copasa e o projeto de federalização da MGI Participações.
Na próxima quinta-feira (25/9), a secretária de Meio Ambiente, Marília Carvalho de Melo, foi convidada para uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos. Ela não foi alvo das denúncias, mas deputados querem ouvir sua posição sobre os fatos.
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