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O Programa Bolsa Família contribuiu para o aumento do emprego formal entre mães beneficiárias, segundo estudo publicado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A pesquisa aponta um crescimento de 1,13 ponto percentual na inserção dessas mulheres no mercado de trabalho.
De acordo com o estudo, o impacto representa um aumento de 7,4% em relação ao período anterior ao recebimento do benefício. Os efeitos são mais expressivos entre mães de crianças de três a seis anos.
A pesquisa “Transferência de renda e participação feminina no mercado laboral: o caso do Programa Bolsa Família” integra a 40ª edição da série Caderno de Estudos, produzida pela Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único (Sagicad).
Redução da indisponibilidade para trabalho
O programa reduziu em 4,2 pontos percentuais a probabilidade de mulheres beneficiárias se declararem indisponíveis para trabalhar. Segundo a PNAD Contínua do IBGE, cerca de um terço das mulheres afirma não poder aceitar emprego, contra 10% dos homens.
Entre as mulheres, 20% citam cuidados domésticos como motivo para não trabalhar, justificativa praticamente inexistente entre homens. O Bolsa Família ajuda a superar essas barreiras, conforme o estudo.
Condicionalidades e educação
O programa exige frequência escolar mínima de 60% para crianças de quatro a cinco anos e 75% para aquelas entre seis e 18 anos. Essa condicionalidade facilita a conciliação entre cuidados com os filhos e oportunidades de trabalho.
O efeito é mais evidente na faixa de três a seis anos, quando a cobertura educacional pública ainda não é universal. Os dados mostram que famílias beneficiárias têm 11,5 pontos percentuais a mais de probabilidade de investir em educação.
Elizângela da Silva, de 40 anos e mãe de quatro filhos, relatou que o benefício foi essencial durante dificuldades. Moradora de Sobradinho (DF), ela usou o período em que as crianças estavam na escola para se qualificar e conseguiu emprego.
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