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Comissões de verificação em universidades públicas reduziram fraudes em políticas afirmativas, segundo estudo da UNIFAL-MG. A pesquisa analisou os resultados da Comissão de Aferição da Veracidade da Autodeclaração (CAVANE), criada em 2018 na instituição.
De acordo com o estudo, o percentual de matrículas indeferidas caiu de 52% em 2018 para 11% no segundo semestre de 2020. Os dados sugerem que a existência da comissão diminuiu tentativas de fraude no sistema de cotas raciais.
A pesquisa, intitulada Sob a pele: o processo de heteroidentificação na graduação da Universidade Federal de Alfenas, foi desenvolvida por Paulo Henrique Santos Pereira, com orientação do professor Jackson Wilke da Cruz Souza. O trabalho cruzou análise documental com dados quantitativos sobre a política de cotas na UNIFAL-MG.
O estudo apontou desafios, como a necessidade de capacitação contínua dos membros da comissão, especialmente para evitar injustiças na classificação de pessoas pardas. A pandemia de covid-19 também exigiu adaptações, com a implementação de entrevistas por videoconferência.
Impacto da pandemia e próximos passos
O formato remoto adotado durante a pandemia permitiu que candidatos de outras regiões participassem do processo sem custos de viagem. Segundo o pesquisador, essa experiência mostrou que o modelo híbrido pode ampliar a acessibilidade.
Paulo Henrique Pereira pretende investigar o uso de cotas raciais em concursos públicos da magistratura federal em seu doutorado. O objetivo é ampliar o debate sobre igualdade de oportunidades no serviço público.
A dissertação completa está disponível na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFAL-MG. Mais informações sobre o processo de heteroidentificação podem ser consultadas no regulamento da CAVANE.
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