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O Santuário do Caraça, em Minas Gerais, sediou o primeiro Festival do Lobo-Guará entre os dias 10 e 12 de outubro. O evento reuniu ciência, arte e educação ambiental para promover a conservação do maior canídeo da América do Sul, símbolo do Cerrado brasileiro.
De acordo com o ICMBio, o festival foi organizado pelo Instituto Pró-Carnívoros, Centro Nacional de Pesquisa e Conservação dos Mamíferos Carnívoros (CENAP/ICMBio) e Santuário do Caraça. Participaram pesquisadores, artistas, artesãos, estudantes e comunidades locais.
Segundo Rogério Cunha de Paula, coordenador do CENAP, o objetivo foi aproximar a sociedade da conservação do lobo-guará. “A arte desempenhou um papel fundamental, inspirando e sensibilizando o público”, afirmou.
Programação científica e educativa
No primeiro dia, palestras abordaram o estado atual da espécie e ações de conservação em diferentes regiões. Participaram representantes do Projeto Lobos do Caraça, que monitora os animais na região desde 2023.
O Parque Nacional da Serra do Cipó apresentou atividades ao ar livre sobre o Cerrado, seguidas de contação de histórias para crianças. O dia terminou com a observação de lobos em vida livre na atividade “A Hora do Lobo”.
Arte e cultura em destaque
Nos dias seguintes, o festival focou em expressões artísticas inspiradas no lobo-guará. Artistas como Igor Izy e Gabriela Luiza realizaram oficinas de pintura e ilustração.
Uma Feira de Artes exibiu trabalhos locais, com apresentações musicais e o espetáculo “Ser Naturaleza”, do grupo argentino Abrojo Teatro. No encerramento, uma oficina de grafite resultou em um mural coletivo.
Série “Vermelho Sangue”
As criadoras da série “Vermelho Sangue”, Rosane Svartman e Cláudia Sardinha, participaram de um bate-papo. A produção, filmada no Parque Nacional da Serra da Canastra, tem o lobo-guará como elemento central.
Os protagonistas Letícia Vieira e Pedro Alves receberam os títulos de Madrinha e Embaixador dos Lobos-Guarás, com o objetivo de promover a conservação da espécie.
Sobre o lobo-guará
O Chrysocyon brachyurus desempenha papel ecológico crucial na dispersão de sementes. A espécie enfrenta ameaças como perda de habitat e atropelamentos, sendo protegida pelo PAN Canídeos, coordenado pelo CENAP/ICMBio.
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