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Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) desenvolveram novos tipos de café utilizando internet das coisas (IoT) e inteligência artificial (IA). O projeto, apoiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), foi apresentado durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Brasília.
De acordo com o MCTI, o grupo de pesquisa Da Semente à Xícara, criado em 2019 na UFU, utiliza tecnologias como IoT e IA no beneficiamento de grãos de café. A iniciativa tem parceria com produtores do Cerrado mineiro, especialmente da região de Patos de Minas (MG).
Marcela Machado, pós-doutoranda em Engenharia de Alimentos, explica que os grãos selecionados se tornam cafés especiais, com diferentes texturas e sabores. A receita obtida com a venda dos produtos é reinvestida em novas pesquisas e equipamentos.
“Nosso projeto entrega tecnologia na forma de fermentação, inteligência artificial e outras inovações aos produtores. Em troca, recebemos sacos de café que vendemos sob a marca Café Porandu”, detalha Machado.
Popularização e equipe multidisciplinar
Marcelo Duarte, doutorando em genética e bioquímica na UFU, afirma que o projeto também busca popularizar os cafés especiais. Segundo ele, a iniciativa conta com um grupo de 50 pesquisadores de diversas áreas.
“Quando servimos o café, mostramos toda a tecnologia envolvida. Para o evento, trouxemos processos fermentativos. Temos profissionais de química, engenharia de alimentos e outras áreas trabalhando em linhas específicas de pesquisa”, relata Duarte.
A SNCT segue aberta ao público até domingo (26), na Esplanada dos Ministérios. O projeto Café Porandu pode ser conhecido no site cafeporandu.com.
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