Imagem ilustrativa. (Foto: Reprodução/Canva Education)Equipe envolvida na pesquisa: Ricardo Antônio Vieira (à esquerda) e outros pesquisadores com a professora Tábatta Renata Pereira de Brito (de blusa verde). (Foto: Arquivo/Tábatta Renata Pereira de Brito)
7479-agenciamg-1

Pesquisa examina ligação entre perda de apetite e biomarcador do envelhecimento

Uma pesquisa realizada na UNIFAL-MG investigou a relação entre a perda de apetite em idosos e o encurtamento dos telômeros, estruturas que protegem o DNA e são consideradas biomarcadores do envelhecimento. O estudo foi conduzido pelo mestrando em Enfermagem Ricardo Antônio Vieira, sob orientação da professora Tábatta Renata Pereira de Brito, docente dos programas de pós-graduação em Enfermagem e Nutrição e Longevidade da universidade.

Advertisement

De acordo com Ricardo Vieira, a pesquisa identificou uma ligação entre a anorexia do envelhecimento, condição caracterizada pela perda de apetite em idosos, e o encurtamento dos telômeros. Para chegar a essa conclusão, a equipe entrevistou 448 pessoas com 60 anos ou mais, utilizando o Questionário Nutricional Simplificado de Apetite (QNSA) para avaliar o apetite dos participantes. Em seguida, cruzaram esses dados com análises de amostras de sangue, que permitiram medir o comprimento dos telômeros.

Implicações para a prática clínica e enfermagem

Ricardo Vieira destacou que os resultados podem direcionar ensaios clínicos e estudos futuros sobre terapias relacionadas ao envelhecimento. Ele também ressaltou o potencial de avanço na prática de enfermagem de precisão. “Ao utilizar biomarcadores do envelhecimento, o cuidado de enfermagem passa a considerar as características biológicas de cada pessoa, tornando as decisões mais personalizadas e baseadas em evidências”, afirmou.

Os pesquisadores destacaram o papel estratégico dos enfermeiros no rastreamento da perda de apetite em idosos. O uso do QNSA por esses profissionais permite uma avaliação rápida, facilitando a identificação precoce da anorexia e a articulação com a equipe multiprofissional, especialmente nutricionistas. Essa abordagem colaborativa pode contribuir para a adoção de hábitos alimentares saudáveis e o acompanhamento contínuo dos idosos.

Benefícios para a população idosa

O estudo também aponta benefícios diretos para a população idosa, como a possibilidade de receber cuidados mais individualizados e baseados em evidências. “O estudo contribui para que as pessoas idosas recebam cuidados mais individualizados e baseados em evidências, fortalecendo a promoção da saúde e a prevenção de agravos”, explicou Ricardo Vieira.

A pesquisa faz parte do estudo intitulado *Associação entre baixo nível de apoio social e o comprimento dos telômeros em idosos*, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). O projeto contou com a colaboração de pesquisadores da UNIFAL-MG, Unicamp, UFSCar e UFAC.

A expectativa é que o estudo continue com uma abordagem longitudinal, acompanhando os participantes avaliados inicialmente em 2019. Para mais informações, a dissertação de mestrado de Ricardo Antônio Vieira está disponível na [Biblioteca de Teses e Dissertações da UNIFAL-MG](https://repositorio.unifal-mg.edu.br/items/2733e5f5-6f9e-4b89-810a-08330deec9ca). O artigo correspondente pode ser acessado [aqui](https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jhn.13338).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *