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O Brasil registrou queda nas taxas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado em 2025, segundo dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Esta é a terceira menor taxa da série histórica, iniciada em 1988, e o terceiro ano consecutivo de redução.
De acordo com o Prodes, programa do Inpe, a área desmatada na Amazônia foi estimada em 5.796 km², queda de 11,08% em relação a 2024. Oito dos nove estados da Amazônia Legal tiveram redução, com destaque para Tocantins (-62,5%), Amapá (-48,15%) e Roraima (-37,39%). Mato Grosso registrou aumento de 25,06%.
No Cerrado, a área desmatada foi de 7.235 km², redução de 11,49% em comparação com 2024. Os estados com maior supressão de vegetação foram Maranhão (2.006 km²), Tocantins (1.489 km²) e Piauí (1.350 km²).
Declarações das autoridades
A ministra Luciana Santos (MCTI) afirmou que os resultados são baseados em evidências científicas. “A excelência do Inpe e o monitoramento de precisão são o alicerce para enxergar a realidade do território”, disse durante a apresentação dos dados.
Já a ministra Marina Silva (MMA) destacou a prioridade da agenda ambiental no governo. “A redução do desmatamento confirma que a pauta é transversal na gestão do presidente Lula”, afirmou.
Tecnologia e monitoramento
Cláudio Almeida, coordenador do Programa BiomasBR, explicou que os avanços tecnológicos permitiram maior precisão nas medições. “Com o Brazil Data Cube, cobrimos 95% das áreas com alertas. O objetivo é monitorar 100% dos biomas ainda no mesmo ano”, declarou.
O Prodes utiliza imagens de satélite para identificar áreas desmatadas, fornecendo dados para fiscalização e políticas públicas. As estimativas preliminares de 2025 serão consolidadas no primeiro semestre de 2026. Os dados completos estão disponíveis no portal do Inpe.
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