O presidente do ICMBio, Mauro Pires, apresentou um consolidado de ações - Foto: Rogério Cassimiro/MMA Vista aérea Parna Viruá, na Amazônia. O bioma teve queda de 11,08% no desmatamento no último período, resultado de ações integradas de fiscalização e monitoramento ambiental - Foto: Antonio Laccovazo
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Redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado em 2025

**Redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado em 2025**

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O desmatamento na Amazônia caiu 11,08% entre agosto de 2024 e julho de 2025, em comparação com o período anterior, segundo dados do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No Cerrado, a redução foi de 11,49%. Os números foram divulgados em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (30).

De acordo com o Inpe, a área desmatada na Amazônia no período foi de 5.796 km², a terceira menor taxa da série histórica iniciada em 1988. No Cerrado, o desmatamento atingiu 7.235,27 km². Com isso, foi evitada a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO₂e, equivalente às emissões combinadas de Espanha e França em 2022.

Ações governamentais

O governo federal atribui a queda ao fortalecimento de políticas ambientais, como a reestruturação da governança e a retomada da Comissão Interministerial de Prevenção e Controle do Desmatamento. O Instituto Chico Mendes (ICMBio) realizou 687 operações de fiscalização em unidades de conservação, resultando em 281 autos de infração e R$ 398,6 milhões em multas.

No Cerrado, o ICMBio lavrou 281 autos de infração e aplicou 1.552 embargos. O Ibama aumentou em 81% a aplicação de autos de infração relacionados à flora na Amazônia e em 24% no Cerrado.

Municípios prioritários

O desmatamento caiu 65,5% nos municípios do programa União com Municípios (UcM), considerados prioritários pelo Ministério do Meio Ambiente. Tocantins registrou queda de 62,5%, Amapá de 48,15% e Acre de 27,62%. Mato Grosso foi o único estado com aumento (25,06%).

No Cerrado, 77,9% do desmatamento ocorreu na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Monitoramento e investimentos

O Prodes utiliza imagens de satélite para calcular o desmatamento anual, enquanto o Deter emite alertas diários. Entre as ações destacadas estão a retomada do Fundo Amazônia, com R$ 3,642 bilhões investidos, e a aprovação de R$ 850 milhões para fiscalização ambiental.

O Programa União com Municípios prevê R$ 785 milhões para desenvolvimento sustentável em 81 cidades da Amazônia. Além disso, R$ 405 milhões foram destinados ao combate a incêndios nos estados da Amazônia Legal.

A ministra Marina Silva afirmou que os resultados confirmam a prioridade da agenda ambiental no governo. “A redução do desmatamento é fundamental para o enfrentamento da mudança climática”, disse.

*Com informações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.*

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