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O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (3) a campanha nacional “Não dê chance para dengue, zika e chikungunya” para prevenir arboviroses em municípios sob alerta. A ação ocorre mesmo com redução de 75% nos casos de dengue em 2025, em comparação com 2024.
De acordo com o Ministério da Saúde, foram anunciados R$ 183,5 milhões para ampliar tecnologias de controle vetorial, como o método Wolbachia, atualmente em 12 cidades, com expansão para mais 70 municípios.
O Brasil registra 1,6 milhão de casos prováveis de dengue este ano. São Paulo concentra 55% dos casos, seguido por Minas Gerais (9,8%), Paraná (6,6%), Goiás (5,9%) e Rio Grande do Sul (5,2%). Os óbitos somam 1,6 mil, com redução de 72% em relação a 2024.
Segundo o 3º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), 30% dos 3.223 municípios avaliados estão em alerta para arboviroses. As regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte apresentam maior risco, especialmente Mato Grosso do Sul, Ceará e Tocantins.
Dia D e novas tecnologias
O Ministério da Saúde mobiliza gestores e população para o Dia D da Dengue, marcado para 8 de novembro. A pasta também divulgou novo mapeamento entomológico, identificando áreas de risco em mais de 3 mil cidades.
Além do método Wolbachia, serão ampliadas técnicas como Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDL), inseto estéril e borrifação residual intradomiciliar. Niterói (RJ), pioneira no Wolbachia, registrou redução de 89% nos casos de dengue.
A campanha “Contra o mosquito, todos do mesmo lado” reforça a eliminação de criadouros. A Força Nacional do SUS (FN-SUS) apoiou a instalação de 150 centros de hidratação e distribuiu 2,3 milhões de sais de reidratação oral.
Vacinação e prevenção
O Brasil avança na produção da vacina contra dengue em parceria com a China, com previsão de 40 milhões de doses a partir de 2026. A imunização prioriza crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em 2.752 municípios de risco.
Até outubro, 10,3 milhões de doses foram enviadas aos estados. O Ministério da Saúde recomenda medidas preventivas como:
- Uso de telas e repelentes
- Remoção de recipientes com água parada
- Vedação de reservatórios e caixas d’água
- Limpeza de calhas e ralos
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