Victor Maia reforça a importância do fomento a eventos de extensão, que conectam a Universidade com o mundo externo. Letícia Fagundes.
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Pesquisas impulsionam cultivo de cacau e ampliam potencial de mercado no Norte de Minas

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Pesquisas desenvolvidas na Universidade Estadual de Minas Gerais (Unimontes) apontam o Norte de Minas como uma região em expansão para o cultivo de cacau, mesmo com clima seco e altas temperaturas. O projeto tem apoio do Governo de Minas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

De acordo com o engenheiro agrônomo Victor Martins Maia, especialista da Unimontes, Minas Gerais possui atualmente 480 hectares plantados com cacau. A projeção é que essa área chegue a três mil hectares até 2026.

Victor Maia reforça a importância do fomento a eventos de extensão, que conectam a Universidade com o mundo externo. Letícia Fagundes.

Victor Maia coordena o Centro Tecnológico para Cacauicultura em Regiões Não Tradicionais (CTCRNT), que recebeu R$ 3,5 milhões da Fapemig. Entre os estudos estão o consumo de água irrigada, tipos de mudas e adubação nas plantações.

O centro também utiliza visão computacional para prever produção e testa sistemas agroflorestais que combinam cacau com macadâmia ou abacaxi. “A indústria mundial busca locais com estabilidade para fornecer cacau. O Brasil tem potencial para atender essa demanda”, afirma Maia.

Cacau x banana

A técnica de plantio à pleno sol, pesquisada na Unimontes, permite o cultivo de cacau no Norte de Minas quando consorciado com banana, que já possui sistema de irrigação. O método difere do tradicional cultivo “na cabruca”, feito sob a Mata Atlântica.

Segundo Maia, o modelo beneficia produtores de banana, que mantêm renda enquanto o cacau se desenvolve. “É vantajoso economicamente, pois o produtor tem duas fontes de renda”, explica.

Fruto de pesquisa

Os primeiros estudos sobre o tema começaram em 2011 em Janaúba, mas secas severas prejudicaram os clones plantados sem irrigação. Novas pesquisas identificaram clones da Bahia mais adaptados à região e desenvolveram melhores práticas de cultivo.

Em 2017, a Fapemig apoiou novo experimento em campo. Desde então, eventos técnicos sobre cultivo de cacau no semiárido mineiro ocorrem a cada dois anos para divulgar os resultados aos produtores.

Atualmente, o centro mantém parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla) para estudar fermentação do cacau na produção de chocolate. A pesquisa pode resultar em um “terroir do Sertão”, com características únicas da região.

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