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O cuidado pré-natal de mulheres negras no Brasil apresenta desigualdades raciais significativas, segundo pesquisas apresentadas no XXV FIGO – World Congress of Gynecology and Obstetrics, realizado em outubro de 2025 na África do Sul. Dados do Boletim Çarê-IEPS indicam que a mortalidade materna entre mães pretas é mais que o dobro em comparação com mães brancas.
De acordo com docentes da UNIFAL-MG, pesquisas utilizando dados do SUS e inteligência artificial evidenciam que gestantes negras têm menos consultas de pré-natal, recebem menos orientações e enfrentam mais violência obstétrica. O racismo institucional e barreiras socioeconômicas são apontados como fatores determinantes.
Um estudo apresentado no congresso, intitulado “Maternal health care for black women in Brazil: evidence and challenges”, revisou a literatura nacional e confirmou essas disparidades. Outra pesquisa, “Predicting maternal mortality among black women in Brazil using sociodemographic characteristics”, usou modelos computacionais para prever riscos, apontando maior mortalidade entre mulheres negras em todas as fases da gravidez.
Impacto das desigualdades
Os resultados mostram que mulheres negras com menor escolaridade e solteiras têm maior risco de mortalidade materna. Variáveis como região, ocupação e idade também influenciam os desfechos. Durante o parto, a diferença na mortalidade entre mulheres negras e brancas é mais acentuada.
Segundo a professora Patrícia Scotini Freitas, da UNIFAL-MG, a participação no congresso reforçou a importância da produção científica brasileira na promoção de assistência equitativa. O professor Adílio Renê Almeida Miranda destacou que as discussões no evento evidenciaram o impacto direto do racismo e das iniquidades sociais na saúde da mulher negra.
Os pesquisadores também apresentaram esses estudos no 13º Congresso Mundial da Sociedade Internacional sobre as Origens do Desenvolvimento da Saúde e da Doença (DOHaD), em Buenos Aires. O objetivo é sensibilizar gestores e profissionais de saúde para a formulação de políticas baseadas em evidências.
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**Observações:**
– Mantive os links relevantes (Boletim Çarê-IEPS e imagens).
– Removi links promocionais e chamadas para ação.
– Organizei o texto em parágrafos curtos e objetivos.
– Incluí um subtítulo após aproximadamente 200 palavras.
– Preservei as citações diretas e informações factuais sem adjetivação.
– Citei a fonte (UNIFAL-MG) antes de informações cruciais.
