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Duas pesquisadoras do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA) estão entre os 107 cientistas mais citados em trabalhos que influenciam políticas públicas globais, segundo dados da plataforma Oventen. O estudo analisou produções científicas referenciadas em documentos estratégicos em diversos países.
De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Juliana Hipólito, pesquisadora do INMA, teve 12 artigos citados em 204 documentos. Especialista em ecologia e biomonitoramento, ela atua em temas como polinização, conservação e ciência cidadã.
“É uma grande honra estar nesse ranking, especialmente ao lado de pesquisadores que são grandes referências para mim. É muito bom quando vemos que o nosso trabalho tem o potencial de gerar impacto na sociedade”, afirmou Juliana, que integra o Comitê Gestor da Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador.
Blandina Felipe Viana, professora da UFBA e pesquisadora do INMA, teve 27 artigos citados em 256 documentos. Com formação em ecologia e agronomia, ela trabalha com conservação de polinizadores e práticas agrícolas sustentáveis.
“No Brasil, a gente ainda não tem bons mecanismos para acompanhar o impacto da nossa produção científica nas decisões nacionais. A gente não tem aqui uma cultura consolidada de reconhecer e citar essas fontes”, destacou Blandina.
Participação feminina na ciência
O estudo da Agência Bori revela que apenas 22 mulheres estão entre os 107 pesquisadores mais citados, representando 20,5% do total. Em áreas como clima e energia, não há pesquisadoras mulheres na lista.
O MCTI promove o Prêmio Mulheres e Ciência para incentivar a equidade de gênero na pesquisa. As inscrições para a segunda edição estão abertas até 24 de novembro de 2025.
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