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O Ministério da Saúde alerta que as mudanças climáticas estão ampliando os riscos de doenças como dengue e malária no Brasil. O aviso foi feito durante a COP30, em Belém, onde especialistas discutiram estratégias para enfrentar os impactos do aquecimento global na saúde pública.
De acordo com o Ministério da Saúde, a diretora de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, Agnes Soares, destacou a necessidade de inovação e equidade no combate a doenças infecciosas. “O aquecimento global está alterando o comportamento das doenças e exigindo novas respostas dos sistemas de saúde”, afirmou.
O debate, promovido por organizações como Unitaid, CEPI, DNDi e OPAS, abordou o avanço de doenças como dengue e malária para novas regiões devido às mudanças climáticas. O evento também discutiu soluções, como vacinas termoestáveis e sistemas de saúde mais resilientes.
Segundo o Ministério da Saúde, o Plano de Ação em Saúde de Belém inclui estratégias para fortalecer a inovação e a saúde digital. Entre as prioridades estão infraestrutura resistente a eventos climáticos extremos e o desenvolvimento de vacinas adaptadas a condições adversas.
Desafios para o Brasil
O movimento pela eliminação da malária alertou que o aquecimento global pode aumentar o número de pessoas expostas à doença até 2050. No Brasil, os desafios incluem conter a expansão de vetores e reforçar a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS).
Organizações internacionais defenderam sistemas de alerta precoce e estratégias de diagnóstico mais eficientes. A Gavi, aliança global de vacinas, citou experiências com drones para entrega de imunizantes em áreas remotas.
Agnes Soares reforçou a importância da equidade nas ações de saúde. “Com inovação e compromisso, podemos construir um futuro mais saudável e resiliente para todos”, concluiu.
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Edjalma Borges
Ministério da Saúde
