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A transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS) tem contribuído para a redução das emissões de carbono, segundo informações apresentadas durante o seminário “Sistema de Saúde nas Mudanças Climáticas: Descarbonização e Saúde Digital”, realizado na COP30.
De acordo com o Ministério da Saúde, a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, afirmou que a digitalização é estratégica para tornar o SUS mais sustentável. “A transformação digital é decisiva e deve ser planejada considerando os desafios climáticos”, destacou.
Impactos da saúde digital
A descarbonização envolve ações para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, como o CO₂. A saúde digital e a Telessaúde são ferramentas importantes nesse processo, com impactos em diferentes áreas:
A Telessaúde reduz deslocamentos e custos assistenciais, diminuindo a necessidade de viagens de pacientes e profissionais, o que corta o consumo de combustíveis fósseis. A digitalização de documentos como prontuários e receitas também diminui o uso de papel.
Tecnologias como aplicativos e monitoramento remoto permitem detecção precoce de doenças, evitando internações desnecessárias. Sistemas digitais ainda melhoram a gestão de estoques e logística, reduzindo desperdícios.
Iniciativas em hospitais
Representantes de hospitais apresentaram projetos que unem tecnologia e sustentabilidade. O Hospital Sírio-Libanês usa teleatendimento na Amazônia e Nordeste para evitar deslocamentos. O HCor aplica soluções digitais em cardiopatia infantil, reduzindo custos com viagens.
O A.C.Camargo Cancer Center integra atenção primária e diagnóstico precoce, promovendo prevenção. Essas ações são desenvolvidas em parceria com o Ministério da Saúde por meio do Proadi-SUS.
Os debates destacaram a necessidade de integrar clima e saúde, especialmente em regiões remotas como a Amazônia, onde soluções digitais são essenciais para acesso a especialistas.
Max de Oliveira
Patrícia Rodrigues
Ministério da Saúde
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