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Brasil reforça compromisso com a saúde pública na COP30

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reafirmou o compromisso do governo brasileiro em fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) para enfrentar os impactos da crise climática. A declaração foi feita durante o painel “Promovendo sistemas de saúde resilientes” na COP30, em Belém.

De acordo com o Ministério da Saúde, as prioridades incluem vigilância integrada, modernização da infraestrutura, inovação tecnológica e ampliação do acesso a vacinas e medicamentos. Padilha destacou que as populações mais vulneráveis são as mais afetadas pelas mudanças climáticas.

“Para protegê-las, precisamos ampliar o acesso a tecnologias, vacinas e medicamentos. A inovação e a capacidade produtiva regional são fundamentais para garantir esse acesso”, afirmou o ministro durante o evento, que contou com a presença do diretor da OPAS, Jarbas Barbosa.

Investimentos e ações estratégicas

O governo anunciou uma chamada pública, em parceria com a Embrapii, para criar um Centro Nacional de Competência em Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), com investimento de R$ 60 milhões. O edital exigirá parceria internacional e participação de instituição científica sediada na Amazônia.

Durante a COP30, instituições filantrópicas anunciaram R$ 1,5 bilhão para apoiar ações pactuadas. Bancos de desenvolvimento confirmaram que suas linhas de financiamento poderão contemplar iniciativas de adaptação do setor de saúde.

Padilha reforçou o papel do Brasil na mobilização global para integrar saúde e clima, afirmando que mais de 80 países e instituições já endossaram as diretrizes apresentadas. O tema será levado a fóruns como G20, BRICS, Mercosul e OPAS.

Impactos climáticos no SUS

O ministro citou o caso de Rio Bonito do Iguaçu (PR), onde um tornado destruiu cinco das seis unidades de atenção primária no último sábado, interrompendo serviços de saúde. Eventos extremos como esse tendem a se tornar mais frequentes, exigindo ação integrada.

O Ministério da Saúde apresentou cinco eixos estratégicos para a política nacional de saúde climática: integração entre vigilância e dados climáticos, modernização da infraestrutura, formação profissional, inovação tecnológica e fomento à pesquisa na Amazônia.

Plano de Ação em Saúde de Belém

O Plano de Ação em Saúde de Belém (PASB), liderado pelo Brasil, propõe 60 ações para fortalecer sistemas de vigilância e inovação em saúde diante dos riscos climáticos. O plano abrange 3,3 bilhões de pessoas em todo o mundo.

Entre os apoiadores iniciais estão França, Espanha, Canadá, Japão e Reino Unido, além de organizações como UNICEF e UNITAID. O governo brasileiro espera ampliar o número de apoiadores até o fim da COP30.

“A crise climática é, antes de tudo, uma crise de saúde pública. O clima já mudou, e não temos alternativa a não ser adotar políticas públicas para enfrentar e nos adaptar às mudanças climáticas”, concluiu Padilha.

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