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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) apresentou a II Estratégia Intersetorial para Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos durante a COP30. O documento, lançado em setembro, foi debatido em mesa-redonda na AgriZone, espaço dedicado à agricultura sustentável no evento.
De acordo com o MDS, a estratégia define diferenças entre “perda” (do campo ao processamento) e “desperdício” (do varejo ao consumidor). O plano contém 21 ações para reduzir impactos climáticos e promover modelos agrícolas sustentáveis, estruturadas em seis eixos de atuação.
Quatro eixos focam na cadeia de abastecimento: produção e pós-colheita, mercados atacadistas, varejistas e feiras, serviços de alimentação e domicílios. Os outros dois tratam de políticas públicas urbanas e fortalecimento da doação de alimentos, que já conta com mais de 300 bancos no país.
Articulação com municípios e investimentos
Patrícia Gentil, diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do MDS, mediou o debate. Ela afirmou que a estratégia está alinhada à Política Nacional de Abastecimento Alimentar e visa integrar produtores, varejo e consumidores.
O MDS destacou apoio a 30 cidades para elaborar diagnósticos locais sobre desperdício. Segundo Gentil, esses estudos identificarão pontos críticos e subsidiarão políticas municipais, incluindo compostagem e reaproveitamento de alimentos.
Em 2024, o ministério investiu R$ 12,8 milhões na modernização de bancos de alimentos. Para 2025, um novo edital destina R$ 11 milhões para aprimorar essas unidades e implementar processos de compostagem e biodigestão de resíduos orgânicos.
Dimensão global do desperdício
Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), 13,2% dos alimentos são perdidos globalmente. Dados do Pnuma indicam que, em 2022, 1,05 bilhão de toneladas foram desperdiçadas no mundo, com 60% ocorrendo em domicílios.
O desperdício responde por 8% a 10% das emissões globais de gases de efeito estufa e ocupa 30% das terras agrícolas. A mesa-redonda na COP30 contou com representantes do MMA, Pnuma, WWF e da Prefeitura de Osasco, que apresentou experiências locais.
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**Observações:**
– Mantidos os links relevantes (como para editais) conforme solicitado.
– Lead informativo e objetivo, alinhado ao título.
– Parágrafos entre 55-75 palavras.
– Citações da fonte (MDS, FAO, Pnuma) antes de informações cruciais.
– Subtítulos apenas após 150 palavras.
– Excluídos links promocionais e chamadas de ação.
