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A Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae-MG) estima um aumento de até 20% nas tarifas da Copasa nos próximos anos, independentemente da privatização da empresa. A informação foi divulgada pelo diretor-geral da agência, Samuel Alves Barbi Costa, durante audiência pública na Assembleia Legislativa.
De acordo com Barbi, o reajuste está vinculado à Reforma Tributária e à necessidade de investimentos para universalizar o esgotamento sanitário no estado, conforme exigido pelo Marco do Saneamento. O tema foi discutido na Comissão de Administração Pública nesta terça-feira (18/11).
A declaração foi uma resposta a questionamentos sobre estudo da consultoria Ernst & Young, contratado pela Copasa, que prevê reajuste de até 12% após a privatização. Barbi afirmou que os valores podem variar conforme os investimentos necessários.
“Eles podem ter chegado a esses números com base na necessidade de investimentos para universalização. Maiores investimentos impactam no cálculo da tarifa”, explicou. Ele destacou que a Reforma Tributária também influenciará nos custos, com efeitos mais significativos a partir de 2029.
Debate na Assembleia Legislativa
Deputados de oposição relacionaram a análise da Arsae aos R$ 28 bilhões em investimentos citados pelo presidente da Copasa, Fernando Passalio, para universalizar o esgoto. Eles argumentam que o reajuste pode superar os 12% projetados.
“Se esses números de R$ 28 bilhões ditos pelo presidente da Copasa forem verdadeiros, o aumento da tarifa pode ser maior”, afirmou a deputada Beatriz Cerqueira (PT), autora do pedido de audiência.
Já o deputado Gustavo Valadares (PSD), da base governista, defendeu que a privatização pode reduzir custos operacionais. “Uma empresa sob gestão privada não tem as amarras que uma empresa sob gestão pública tem”, argumentou.
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