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Governo de Minas lança Protocolo Estadual de Cuidado da Próstata em Novembro Azul

O Governo de Minas lançou nesta terça-feira (18/11) o Protocolo Estadual de Cuidado da Próstata. O documento orienta a investigação de homens com suspeita de câncer na rede pública e será submetido à pactuação na Comissão Intergestores Bipartite em dezembro.

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De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), a proposta inclui a realização de ressonância magnética multiparamétrica antes da biópsia. O exame aumenta a precisão diagnóstica e reduz a necessidade de procedimentos invasivos.

“A partir deste ano, em Minas Gerais, o PSA alterado levará à realização de ressonância magnética para identificação de alterações. Em todos os outros estados, o protocolo é exame de toque de próstata e ultrassom”, afirmou o vice-governador Mateus Simões.

Recursos e abrangência do protocolo

O Estado propõe aporte financeiro próprio equivalente a 53% do valor da tabela do SUS, condicionado à aprovação da CIB. O protocolo segue recomendações do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e organiza o fluxo desde a atenção primária.

Segundo o secretário Fábio Baccheretti, “o câncer que mais acomete os homens, tirando o de pele, é o câncer de próstata. A ressonância é muito mais apurada”. A diretriz prioriza a investigação de sintomas e alterações no PSA, sem prever rastreamento populacional.

A ação integra a campanha Novembro Azul e está alinhada ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata (17/11). Durante evento no Mercado Central de Belo Horizonte, foram oferecidas atividades de promoção à saúde das 9h às 15h.

Minas Gerais tem aproximadamente 2,53 milhões de homens entre 50 e 75 anos. Considerando a população sem saúde suplementar, cerca de 810 mil podem ser investigados pelo SUS.

Estrutura de atendimento no estado

O estado conta com 41 serviços habilitados em alta complexidade oncológica. Entre 2019 e 2023, Minas Gerais registrou 36.416 casos de câncer de próstata em hospitais de referência.

As macrorregiões Centro, Sudeste, Extremo Sul e Oeste concentram os maiores números de registros. A investigação do câncer de próstata começa na atenção primária, nas Unidades Básicas de Saúde.

Fonte: Agência Minas

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