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A Prefeitura de Belo Horizonte suspendeu as obras de macrodrenagem da Praça das Águas, na avenida Cristiano Machado, e do reservatório profundo Vilarinho II após identificar irregularidades nos contratos com os consórcios responsáveis. Seis servidores foram afastados e as obras só serão retomadas após nova licitação.
De acordo com informações do jornal O Tempo, as irregularidades foram detectadas em auditoria interna da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), iniciada em fevereiro. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE), que deflagrou operação em 11 de novembro.
A operação investiga possível prejuízo de R$ 35 milhões aos cofres públicos. Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão. Um dia depois, a PBH exonerou dois servidores que ocupavam cargos de chefia na Sudecap.
Obras paralisadas
Os contratos suspensos envolvem dois consórcios e quatro empresas — uma empreiteira e três de consultoria. A Justiça determinou o afastamento dos servidores por 180 dias e bloqueou pagamentos às empresas.
Entre as obras paralisadas estão os reservatórios Vilarinho II e Nado I, iniciados em 2021. Eles fazem parte do sistema de macrodrenagem dos córregos Vilarinho, Nado e Ribeirão Isidoro, com capacidade para 105 milhões de litros cada.
O Vilarinho II tem 40% das obras concluídas e investimento previsto de R$ 263 milhões. Já o Nado I está em revisão de projeto, com previsão de retomada em 2026.
A Praça das Águas, iniciada em 2022, também está paralisada. A estrutura terá capacidade para 27 milhões de litros e visa reduzir alagamentos na avenida Cristiano Machado. O contrato, de R$ 78 milhões, teve pagamentos suspensos.
A Prefeitura prepara nova licitação para dar continuidade às obras. Não há previsão de quando os trabalhos serão retomados.
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