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Programa Autonomia e Renda Petrobras foca em qualificação e inclusão racial

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O Programa Autonomia e Renda Petrobras registra 74% de estudantes autodeclarados pretos ou pardos entre seus matriculados, segundo informações do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG). A iniciativa, que oferece formação profissional em nove Institutos Federais, tem 2.600 alunos negros participantes.

O IFMG é a segunda instituição com maior percentual de estudantes negros e pardos, com 112 matrículas, representando 85% das vagas. O programa busca reduzir desigualdades históricas no acesso à educação e ao mercado de trabalho.

Desigualdades raciais e desafios

De acordo com dados do IBGE (2022), mulheres negras enfrentam taxas de analfabetismo 2,5 vezes maiores que as de mulheres brancas. Além disso, 46,8% estão na informalidade, quase 10 pontos percentuais acima da taxa entre mulheres brancas.

Jacinta Quirino, 68 anos, aluna do curso Auxiliar de Serviços Diversos do IFMG Campus Santa Luzia, relatou experiências de racismo. “A maior arma de uma pessoa negra é a educação. Nós não somos menos do que ninguém”, afirmou.

Impacto na formação profissional

Jéssica Paula, estudante do curso de Montador de Andaimes do IFMG Campus Ribeirão das Neves, destacou situações de preconceito no ambiente de trabalho. “Oportunidades deixam de ser exceção e passam a ser realidade quando nos capacitamos”, disse.

O programa prepara os alunos para atuar no setor industrial, que demanda mão de obra qualificada. Os cursos têm como objetivo ampliar oportunidades profissionais e promover equidade racial.

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