Núcleo Conexões de Saberes da UFMG recebe menção honrosa em prêmio de práticas antirracistas

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O Núcleo Conexões de Saberes da UFMG recebeu menção honrosa na III Edição do Prêmio Profissional Virgínia Bicudo, promovido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). O reconhecimento foi concedido ao seminário “Reflorestar a Psicologia junto aos Povos Indígenas e Quilombolas”, realizado desde 2022 por pós-graduandas e docentes da universidade.

De acordo com a UFMG, o prêmio visa identificar e valorizar ações que promovam relações étnico-raciais baseadas em direitos humanos, com impacto na saúde mental e na redução de desigualdades. O trabalho premiado, intitulado “Diálogos interepistêmicos com povos indígenas e quilombolas: reflorestando uma psicologia antirracista”, analisa as quatro edições do seminário.

A premiação será entregue nesta quinta-feira (20), durante o Congresso Brasileiro de Psicologia, em Brasília. O artigo inscrito é assinado por Monaliza Alcântara, Amanda Barbosa Veiga dos Santos, Aquila Bruno Miranda, Eledá Isadora Corrêa Trindade, Júlia Costa de Oliveira, Werymehe Alves Braz e Claudia Mayorga, coordenadora do núcleo.

Seminário promove diálogo entre saberes

No resumo do artigo, as autoras destacam que o seminário consolidou-se como espaço de diálogo entre a psicologia e os saberes indígenas e quilombolas. A atividade inclui rodas de conversa, debates e ações culturais para fortalecer a formação de estudantes e profissionais.

O texto também aponta que a iniciativa valoriza conhecimentos tradicionais, constrói alianças entre universidade e territórios, e contribui no enfrentamento ao epistemicídio e etnogenocídio. O seminário é parte das ações da coletiva girassol-urucum, criada em 2021 no âmbito do núcleo.

O Núcleo Conexões de Saberes foi criado em 2012 e desenvolve pesquisas e extensão com foco na democratização da sociedade. O grupo analisa aspectos psicossociais da desigualdade e propõe formas de enfrentá-la, principalmente por meio de políticas públicas.

Premio homenageia pioneira da psicologia

O prêmio leva o nome de Virgínia Leone Bicudo, primeira psicanalista não médica do Brasil e pioneira nos estudos sobre relações raciais. Em 1940, ela defendeu a tese “Estudo de atitudes raciais de pretos e mulatos em São Paulo”. Bicudo também integrou a primeira gestão do Conselho Federal de Psicologia, em 1973.

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