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As bandas de música de Minas Gerais foram reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do estado. A decisão foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) em reunião realizada no Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).
O anúncio ocorreu durante o 1º Encontro Estadual de Bandas de Música, na Praça da Liberdade, que reuniu mais de 40 corporações musicais. O evento foi organizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e do Iepha-MG, com patrocínio da Cemig.
De acordo com a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, o reconhecimento valoriza a trajetória das bandas e fortalece a economia criativa. “Preservamos nossa memória e projetamos o futuro por meio da cultura”, afirmou.
Processo de registro e importância histórica
O presidente do Iepha-MG, Paulo Roberto do Nascimento, destacou que o registro formaliza um movimento cultural essencial em Minas Gerais. “É um reconhecimento democrático, dos dobrados às procissões da Semana Santa”, disse.
Segundo Adriano Maximiano, diretor de Proteção e Memória do Iepha-MG, as bandas fazem parte da identidade mineira. “Elas unem comunidades e mantêm viva uma tradição que forma músicos e cidadãos”, explicou.
O registro, iniciado em 2024, incluiu entrevistas, levantamento de repertórios e um dossiê técnico. As bandas estão presentes em festas religiosas, eventos cívicos e celebrações populares desde o período colonial.
O maestro Frederico Teixeiras de Freitas, idealizador do encontro, afirmou que o reconhecimento fortalece um legado cultural. “Cada banda é uma pequena orquestra de afetos e tradições”, declarou.
Minas Gerais possui mais de 700 bandas ativas, muitas com mais de cem anos de história. O registro assegura a preservação desse saber coletivo para as próximas gerações.
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