UFMG colabora na implementação da Universidade Federal Indígena

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O projeto que institui a Universidade Federal Indígena (Unind) foi encaminhado ao Congresso Nacional nesta quinta-feira (27), com participação da UFMG na sua concepção. A cerimônia de envio contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros da Educação, Camilo Santana, e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara.

De acordo com informações da UFMG, a Unind será sediada em Brasília e terá formato multicampi para atender estudantes indígenas de todas as regiões do país. A instituição, vinculada ao MEC e ao Ministério dos Povos Indígenas, surge após 20 seminários regionais realizados em 2024 com lideranças, educadores e comunidades indígenas.

A universidade oferecerá inicialmente dez cursos, com previsão de expansão para 48 graduações nos primeiros quatro anos. Cerca de 2,8 mil estudantes serão atendidos, com seleção própria e políticas de valorização linguística. As áreas de atuação incluem gestão territorial, sustentabilidade, saúde, direito e agroecologia.

Participação da UFMG

A reitora da UFMG, Sandra Goulart Almeida, e a professora Ana Gomes, da Faculdade de Educação, integraram o Grupo de Trabalho do MEC responsável pela elaboração do projeto. A UFMG foi uma das nove universidades federais convidadas a participar devido à sua experiência com a temática indígena.

Segundo Sandra Goulart, o GT contribuiu na definição de diretrizes acadêmicas, administrativas e jurídicas da Unind. “As escutas confirmaram a necessidade de que a sede fosse em Brasília”, afirmou a reitora. A professora Ana Gomes foi indicada diretamente pelos povos indígenas para representá-los no grupo.

Além da UFMG, participaram do projeto as universidades federais do Oeste do Pará (Ufopa), de Pernambuco (UFPE), de Goiás (UFG), do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), da Grande Dourados (UFGD), da Fronteira Sul (UFFS), do Vale do São Francisco (Univasf) e de Brasília (UnB).

Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou o caráter histórico da criação da Unind, afirmando que a universidade representa a reparação de séculos de violência e apagamento. O professor indígena Gersem Baniwa, da UnB, ressaltou que a instituição reconhece os povos originários como produtores de conhecimento.

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