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Forças de segurança criticam políticas na área em Minas Gerais

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Representantes das forças de segurança pública em Minas Gerais criticam as políticas na área durante o governo de Romeu Zema (Novo). A insatisfação surge em meio à aproximação do governador com pautas de combate à criminalidade, tema central em sua pré-campanha à Presidência em 2026.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindipol), Wemerson Oliveira, a Polícia Civil enfrenta sucateamento. “O teto do Zema não é nem de vidro, é de casca de ovo. Ele faz propaganda em cima das forças de segurança, mas não investe na investigação”, afirmou.

O sindicato aponta déficit de policiais, salários entre os mais baixos do país e falta de equipamentos. “As viaturas não têm rádio, os computadores têm mais de 16 anos”, destacou Oliveira.

Políticas anteriores

O coronel Ailton Cirilo, presidente da Associação dos Oficiais da PM e Bombeiros, afirma que os resultados positivos divulgados por Zema são fruto de políticas de longo prazo. Ele citou o Plano Estratégico da Polícia de Resultado, mas reconheceu déficits no efetivo e na estrutura operacional.

“Há necessidade de concursos regulares, recomposição salarial e modernização de equipamentos. Todas as forças precisam de condições adequadas”, disse Cirilo.

Críticas da Polícia Penal

Jean Otoni, presidente do Sindicato dos Policiais Penais (Sindppen-MG), cobra reajuste de 44% para compensar perdas inflacionárias. Ele também critica a falta de autonomia da corporação, ainda vinculada à Secretaria de Justiça e Segurança Pública.

“Fazemos mais com menos. As unidades estão superlotadas e o efetivo é insuficiente”, afirmou Otoni.

Resposta do governo

Em nota, o governo estadual destacou investimentos na segurança pública, incluindo reajustes salariais, concursos e aquisição de equipamentos. Afirmou que os profissionais receberam recomposição de 23% desde 2019 e que houve aumento de 60% nos investimentos no setor.

A gestão citou a criação do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (GERCO) e ações contra facções criminosas. Também mencionou a inclusão de mais de 3.170 policiais militares desde 2023 e a abertura de concursos para preenchimento de vagas.

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