**Governo de Minas apresenta resultados da operação contra comércio ilegal de peças automotivas**
O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, apresentou nesta quinta-feira (4/12) os resultados da Operação Quebra-Cabeça, realizada na região metropolitana de Belo Horizonte. A ação fiscalizou 38 estabelecimentos comerciais de peças automotivas usadas, interditando 20 por irregularidades administrativas e fiscais.
Segundo o Governo de Minas, dez empresas operavam sem licenciamento ambiental, o que pode causar contaminação por descarte inadequado de resíduos perigosos, como óleos e metais pesados. Além disso, oito intimações foram emitidas para regularização de débitos tributários.
A operação mobilizou 56 viaturas e cerca de 120 agentes da Coordenadoria Estadual de Gestão de Trânsito (CET-MG), Receita Estadual, Polícia Civil (PCMG) e Polícia Militar (PMMG). O objetivo foi combater o comércio clandestino e garantir a procedência das peças vendidas.
Redução de crimes e fiscalização tributária
De acordo com o coronel Ralfe Veiga de Oliveira, comandante do policiamento da capital, as operações integradas resultaram em queda de 13% nos roubos e furtos de veículos em Belo Horizonte nos últimos dois meses.
A CET-MG mapeou previamente empresas com indícios de irregularidades. Daniel Barcelos, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes de Trânsito, afirmou que a estratégia buscou sufocar atividades ilegais no setor.
Auditores fiscais rastrearam transações financeiras para identificar fraudes. Bruno Mendes, da Receita Estadual, estimou um prejuízo de R$ 35 milhões aos cofres públicos, valor que pode ser maior devido à informalidade do mercado.
Segunda edição da operação
Esta foi a segunda fase da Operação Quebra-Cabeça, baseada na Lei nº 12.977/2014 (Lei do Desmonte). Na primeira etapa, em maio de 2025, 11 estabelecimentos foram fiscalizados, com três interdições e três pessoas detidas por suspeita de receptação qualificada.
Rodrigo Matias, secretário-adjunto de Planejamento e Gestão, destacou que a digitalização de serviços de trânsito liberou recursos para ações de fiscalização. O estado passou de 45% para mais de 80% dos serviços digitalizados.
