Foto: Alícia Pilar.
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MICBR discute economia criativa e papel do Brasil

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O MICBR + Ibero-América 2025 destacou a economia criativa como eixo central de debates, apresentando dados, oportunidades e estratégias para o setor no Brasil. O evento, realizado em Fortaleza entre 3 e 7 de dezembro, reuniu especialistas, gestores e agentes culturais para discutir o potencial do mercado criativo.

De acordo com o Ministério da Cultura, o painel “Economia Criativa em dados: o retrato de um setor em movimento” teve lotação máxima no Porto Iracema das Artes. Indicadores e análises apresentados ajudam a medir o impacto do setor na economia nacional e orientar políticas públicas.

Gabriel Povedo, economista de Sorocaba (SP), destacou a importância de mensurar a dimensão econômica da cultura. “A cultura é imaterial, mas tem uma parte econômica que fundamenta muitos argumentos. É essencial que pesquisadores e gestores saibam medir isso”, afirmou.

Dados e políticas públicas

Sofia Mettenheim, coordenadora-geral de Informações e Indicadores Culturais do Ministério da Cultura, reforçou a adoção do Padrão de Dados do SNIIC. “Construímos metas ousadas em conjunto com a sociedade civil para orientar a coleta de dados e indicadores necessários”, disse.

Raphael Callou, diretor-geral de Cultura da OEI, mencionou a criação de um estatuto ibero-americano para artistas e trabalhadores da cultura. “A cultura como direito é uma perspectiva fundamental para nosso trabalho”, declarou.

Brasil Criativo e desenvolvimento

Cláudia Leitão, secretária de Economia Criativa do MinC, enfatizou a necessidade de estruturar ecossistemas culturais. “A Política Nacional de Economia Criativa deve partir dos territórios, físicos ou digitais, para fortalecer os segmentos culturais”, explicou.

Danielle Barros, secretária de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, relacionou turismo e economia criativa. “O turismo depende da cultura para oferecer experiências memoráveis. Ambos setores estão intrinsecamente ligados”, afirmou.

Fernanda Castro, presidenta do Ibram, destacou o papel dos museus na economia criativa. “Com 4.500 museus e mais de 500 pontos de memória, esse equipamento cultural é vital para a identidade brasileira”, ressaltou.

O MICBR + Ibero-América 2025 foi realizado pelo Ministério da Cultura em parceria com a OEI, Governo do Ceará e Prefeitura de Fortaleza.

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