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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (9/12) a Operação CA/CL para investigar crimes financeiros e lavagem de dinheiro praticados por uma organização criminosa. O esquema envolvia fraudes para obtenção de empréstimos e linhas de crédito por meio de empresas de fachada ou registradas em nome de terceiros.
De acordo com a PF, o grupo utilizava empresas inativas, alterações societárias com “laranjas” e documentos fiscais falsos para burlar sistemas financeiros. Também foram identificadas notas fiscais canceladas e garantias inexistentes, como máquinas pesadas que não existiam.
Um funcionário de instituição financeira federal é apontado como participante do esquema. Ele inseriu informações falsas em sistemas de avaliação de risco e aprovou créditos sem verificação adequada. Empresas sem funcionários registrados declararam faturamento milionário.
Os valores fraudados eram distribuídos entre contas de pessoas físicas e empresas de fachada. Parte do dinheiro foi usada para compra de veículos e imóveis, alguns registrados em nome de terceiros ou transportados para outros estados.
O funcionário investigado adquiriu bens incompatíveis com sua renda. A PF estima que pelo menos 20 empresas foram usadas nas fraudes entre 2022 e 2025, com prejuízos de milhões de reais. Outras empresas podem estar envolvidas.
Mandados cumpridos
Nesta terça-feira, a PF cumpriu oito mandados judiciais, incluindo uma prisão preventiva e cinco temporárias. Contas bancárias foram bloqueadas, e bens adquiridos com recursos ilícitos tiveram restrições aplicadas.
Documentos, mídias eletrônicas, veículos e registros contábeis foram apreendidos. Os materiais coletados devem auxiliar nas próximas etapas da investigação, que pode identificar mais participantes.
Os investigados podem responder por crimes financeiros, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
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