Vista aérea do campus Pampulha, em Belo Horizonte
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UFMG entre as 10 melhores universidades da América Latina

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ocupa a 10ª posição entre as melhores universidades da América Latina no ranking 2026 da Times Higher Education (THE). A instituição subiu três colocações em relação ao ano anterior e aparece como a sexta melhor do Brasil e terceira entre as federais.

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De acordo com a THE, mudanças metodológicas afetaram o posicionamento das universidades. Pela primeira vez, o ranking considerou dados globais do período entre 2020 e 2025, além das comparações regionais.

Cinco critérios foram avaliados: ensino (ambiente de aprendizado), pesquisa (volume e reputação), qualidade da pesquisa (excelência e influência), internacionalização (estudantes, pesquisa e servidores) e relação com a indústria (investimentos e patentes).

Melhoria nos dados institucionais

O professor Dawisson Belém Lopes, diretor do Escritório de Governança de Dados Institucionais (EGDI), afirma que a UFMG melhorou sua pontuação em todos os critérios. Ele destaca o trabalho de aprimoramento na coleta de dados, realizado com apoio das unidades acadêmicas e administrativas.

Segundo a reitora Sandra Goulart Almeida, a universidade tem se dedicado a entender melhor os critérios dos rankings. “Eles não pautam nosso projeto acadêmico, mas devem refletir nossa realidade com mais fidelidade”, afirma. Ela cita bons desempenhos em outros rankings, como o de sustentabilidade da QS e o de ciência interdisciplinar da THE.

Lopes ressalta que a boa posição no ranking amplia a visibilidade da UFMG. “Isso ajuda a projetar nossos pesquisadores e resultados acadêmicos, cumprindo nossa missão social”, afirma.

Desempenho das universidades brasileiras

De acordo com a THE, sete das dez melhores universidades da América Latina são brasileiras. O desempenho ocorre mesmo com as restrições orçamentárias dos últimos anos.

Lopes avalia que o Brasil começa a se recuperar de um período de baixo investimento em educação e pesquisa. “As universidades públicas respondem por quase 90% da produção científica nacional. O ranking mostra que as capacidades estão sendo recompostas”, conclui.

Foto: Foca Lisboa | UFMG

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