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O Governo de Minas, por meio das Secretarias de Estado de Saúde (SES-MG) e de Planejamento e Gestão (Seplag-MG), iniciou nesta terça-feira (9/12) a agenda do Plano de Ação Estadual em Saúde do Rio Doce. Os encontros têm como objetivo implementar R$ 220 milhões em recursos para ações de saúde nos municípios afetados pelo rompimento da barragem de Fundão.
De acordo com a secretária de Estado Adjunta de Saúde, Poliana Cardoso Lopes, o plano foi construído com diretrizes amplas e participação social. “Nosso trabalho é alinhar esse entendimento de forma conjunta, garantindo que a execução comece de acordo com a necessidade real de cada território”, afirmou.
A subsecretária de Gestão Estratégica e Reparação da Seplag-MG, Gabriela Brandão, destacou que o Estado avança na conversão do acordo em ações diretas para os municípios. “O envolvimento dos prefeitos no detalhamento das ações assegura que o plano seja executado de forma aderente às demandas reais”, ressaltou.
A programação será concluída na sexta-feira (12/12), com uma etapa microrregional que ampliará o diálogo com gestores municipais. A previsão é que a execução comece em fevereiro de 2026.
Articulação federativa e participação
As atividades começaram com reuniões individuais com municípios de maior porte, incluindo análises específicas das demandas locais. No dia 12/12, os encontros passam a ocorrer por microrregiões, envolvendo cerca de seis conjuntos de municípios.
O prefeito de Bugre, Marcélio Costa, ressaltou a importância de integrar planejamentos municipais, estaduais e federais. “O foco é aprimorar ações locais e construir resultados sólidos a partir de um planejamento integrado”, comentou.
A secretária Municipal de Saúde de Mariana, Marilene Romão Gonçalves, destacou o papel da cooperação institucional. “Estamos ajustando os detalhes e confiantes nos avanços, pois tratamos do direito dos municípios receberem recursos devidos após anos de espera”, afirmou.
Investimentos e execução
Após o encerramento das agendas desta semana, a SES-MG consolidará as informações enviadas pelos municípios e definirá o cronograma de execução. Os R$ 220 milhões anunciados correspondem à primeira fase de um total de R$ 424 milhões voltados para a saúde.
Os recursos serão aplicados na estruturação física, ampliação de serviços e fortalecimento da rede hospitalar e psicossocial de 38 municípios atingidos. O plano integra o Novo Acordo de Reparação, firmado pelos governos de Minas Gerais, Espírito Santo, Federal, Ministério Público e empresas envolvidas.
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