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O número de pessoas buscando autoescolas para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) aumentou 200% após o lançamento do programa CNH do Brasil, que reduziu custos e simplificou o processo de emissão do documento. O dado foi registrado em diferentes regiões do país, segundo relatos de proprietários e consultores do setor.
De acordo com Dhienifer Raiani Pinto, consultora de uma autoescola na Bahia, a unidade onde trabalha registrou um crescimento médio de 200% nas solicitações e orçamentos em comparação com novembro, mês anterior ao lançamento do programa. Ela destacou ainda uma mudança no perfil dos candidatos.
“São mais jovens, com idade média de 20 a 25 anos. Nosso público anterior era de 25 a 35 anos, chegando até 45. A mudança movimentou bastante o mercado”, afirmou.
O novo modelo elimina a exigência de 20 horas de aulas práticas para o teste e oferece o curso teórico gratuitamente, reduzindo o custo total do processo. Os valores variam conforme o estado.
Segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), mais de 1 milhão de brasileiros já solicitaram a abertura do processo para obter a primeira CNH desde o lançamento da plataforma.
Luciana Ramos, proprietária de uma autoescola no Distrito Federal, acredita que a medida vai beneficiar principalmente as classes C e D. “Essa iniciativa pode trazer pessoas que têm dificuldade financeira, que antes não teriam condições de pagar”, declarou.
Francisco de Assis Rodrigues, gerente de um centro de formação no Ceará, complementou: “A entrada de clientes é bastante diversificada: temos jovens, adultos, aqueles que querem tirar a habilitação para trabalhar; há quem tire por necessidade, quem tire por obrigação e quem completou 18 anos e deseja ter a CNH simplesmente por ter atingido a idade mínima”.
Objetivo do programa
O projeto CNH do Brasil foi apresentado pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa busca facilitar o acesso à habilitação para mais de 20 milhões de brasileiros que dirigem sem carteira, principalmente devido ao alto custo anterior.
“Nós fizemos um enfrentamento a uma das grandes dificuldades do país, que era o povo brasileiro não ter acesso à CNH por conta de um preço impositivo. O preço despencou, e o pessoal das autoescolas locais está vendendo mais”, concluiu o ministro.
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